Os ‘catedráticos’ de Manchester dominaram a seu bel-prazer e fizeram a mão cheia em Alvalade.
Rúben Amorim tinha razão: a Universidade de Manchester é muito superior à ‘escolinha’ de Lisboa, que levou uma lição de bom futebol e, sobretudo, de eficácia na finalização. O City goleou o Sporting, por 5-0, e mostrou que é mesmo um dos mais sérios candidatos a conquistar a Champions.
O ‘banho de realidade’ dos milionários ingleses (valem 991,7 milhões de euros) começou cedo. Logo no minuto 7, Mahrez fez o 1-0, na recarga a um remate de Foden, após grande defesa de Adán. O leão (vale 251,7 milhões de euros), por vezes, tinha bola, mas nem sequer conseguia fazer cócegas à defesa dos ‘citizens’, apesar de alguns brilharetes individuais de alguns jogadores, casos de Porro (fintas) e Sarabia (boas aberturas longas). E sem forçar muito, o City chegou ao 4-0, antes do intervalo. Sem forçar muito porque bastou à equipa do ‘catedrático’ Guardiola aproveitar quase todas as hipóteses de finalização que teve ao seu dispor para faturar: 2-0, por Bernardo Silva, numa bomba a aproveitar o desnorte de Matheus Reis após um canto; 3-0, por Foden, na sequência de uma jogada em profundidade, em que Matheus Reis e Coates falharam a interceção; 4-0, por Bernardo Silva, num remate que tabelou em Gonçalo Inácio e descentrou Adán. Resumindo o 1º tempo: o Sporting correu, lutou, mas encontrou pela frente um Manchester City que dominou como quis e faturou sempre que criava perigo.
A segunda parte começou praticamente com um golo anulado ao City, por fora de jogo de Bernardo Silva. Oito minutos depois, porém, o 5-0 chegou mesmo, por Sterling, num daqueles remates em arco em que a bola acaba por entrar num dos ângulos superiores da baliza - desta vez foi no esquerdo, com Adán a voar baixinho e a não chegar.
A seguir os britânicos diminuíram a intensidade com que cobriam os espaços e não se chegaram tanto à frente. Mesmo assim, tiveram oportunidade de aumentar o marcador por Laporte que, na área, solto, atirou por cima; e num desvio de Matheus Nunes que obrigou Adán a uma grande defesa.
O Sporting, por seu lado, não foi capaz de construir uma única oportunidade. Prova disso é que Ederson não efetuou uma única defesa apertada.
Amorim: "O golo cedo matou-nos"
"Sofremos um golo muito cedo e isso matou-nos. Desligámos a pensar que o golo seria anulado pelo videoárbitro e acabámos por sofrer o segundo. Não senti o desespero do jogo com o Ajax, a equipa está mais madura." Foi desta forma que Rúben Amorim abordou o jogo de esta terça-feira com o Manchester City. Apesar da goleada sofrida, o treinador leonino fez questão de "deixar um abraço" aos jogadores leoninos, que fizeram "uma segunda parte de sofrimento". Amorim, que faz um balanço positivo da prestação leonina na Champions, não questiona o triunfo e diz mesmo que o City "ganhou bem e por diferença grande". Sobre os castigos do clássico, remeteu-se ao silêncio: "Só falo do jogo."
Leão iguala pior derrota caseira na UEFA
Os 0-5 desta terça-feira igualam a pior derrota caseira do Sporting de sempre em competições europeias. Em 2008/09, os leões foram batidos em Alvalade por 0-5 pelo Bayern Munique. Depois desse jogo a 25 de fevereiro de 2009 o Sporting fez ainda pior na 2ª mão, perdendo na Alemanha por 1-7. O acumulado de 1-12 é o pior alguma vez registado pelos verdes-e-brancos numa prova da UEFA. Por outro lado, Rúben Amorim sofre a segunda derrota pesada em casa nesta edição da Champions. A 15 de setembro do ano passado, os leões perderam com o Ajax (que nos ‘oitavos’ defronta o Benfica) por 1-5.
Análise ao jogo
Positivo: Adeptos leoninos
Apesar da goleada que a equipa estava a sofrer, os adeptos do Sporting fizeram questão de, nos últimos minutos, aplaudir a equipa, gritarem o nome do clube e agitarem os cachecóis nas bancadas. Amorim, no banco, sorriu.
Negativo: UEFA
São poucos os que, na Europa do futebol, podem fazer frente a clubes patrocinados por países e que dispõem de um saco de dinheiro sem fundo, o que lhes permite terem inúmeros jogadores. A UEFA, no entanto, continua a fechar os olhos.
Arbitragem: Bom trabalho
O árbitro sérvio Srdjan Jovanovic efetuou um bom trabalho. Seguiu o jogo de perto, marcou quase todas as faltas que existiram ao logo dos noventa minutos, e não permitiu exageros aos jogadores. Quando prevaricaram viram, e bem, o amarelo.
Análise aos jogadores
Palhinha - Batalhou muito e nem sempre ganhou. Tem o mérito de disputar uma luta desigual sem nunca virar a cara ao conflito. Não houve um melhor do Sporting, mas este foi dos menos maus.
Adán – Uma grande defesa e quatro golos sofridos sem que pudesse fazer nada. Deu um frango, mas o VAR invalidou o golo a Bernardo Silva.
Gonçalo Inácio – Não consegue travar o remate do 4-0 e acaba por enganar Adán.
Coates – Deixa-se antecipar no 3-0. Não foi tão determinante como é habitual.
Matheus Reis – Está nos primeiros três golos sofridos, mas no 2-0 tem um corte deficiente a deixar a bola à mercê de Bernardo Silva.
Porro – Começou mal, mas melhorou e conseguiu dar profundidade ao flanco.
Matheus Nunes – Não teve muita bola para desequilibrar. Alguns passes errados. o Esgaio – Foi a surpresa a lateral-esquerdo. Apareceu na área, mas rematou mal.
Pote – Entrou na equipa após lesão e revelou algum desacerto. Perdeu-se um pouco com a bola no pé. Parece desmotivado.
Sarabia – Um ou dois passes vistosos a mudar de flanco. Desapareceu na 2ª parte.
Paulinho – Esforçado como sempre, mas longe da baliza adversária.
Ugarte – Entrou com ganas, mas o destino estava traçado.
Tabata – Irreverente.
Slimani – Esforçado.
Luís Neto – Refrescou uma defesa abatida.
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