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Pedraza nas aspirações europeias. Golo do espanhol dá vantagem ao ‘submarino amarelo’. Exibição muito pobre dos leões.
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Pedraza no leão. O nome do autor do golo da vitória do Villarreal facilita trocadilhos, mas a coisa não está para brincadeiras: a equipa de Keizer jogou muito pouco, perdeu com o penúltimo classificado da Liga espanhola e ficou com um pé fora da Europa. Das bancadas de Alvalade, assobios, cânticos críticos e vários lenços brancos. O ‘submarino amarelo’ saiu por cima. Quem foi ao fundo foi mesmo o Sporting.
Com sete mudanças em relação à vitória na Feira, era grande a curiosidade para perceber o que aí vinha. Pouco tempo foi preciso. Aos 3’, o primeiro golpe. Chukwueze passou de mota por Acuña e o cruzamento sofreu dois desvios até chegar a Pedraza. Tiro disparado e 0-1.
Ainda as claques cumpriam o protesto silencioso dos primeiros minutos e já tinham mais com que reclamar. O cântico que abriu as hostilidades pedia suor na camisola, mas isso só não chega. Falta processo a este Sporting. Falta qualidade a este Sporting. Falta até crença no que se faz neste Sporting.
A procura incessante por Bas Dost em bolas longas e cruzamentos não deu mais do que pedidos de penálti. O perigo, relativo, chegou com pontapés de longe de Bruno Fernandes e Jovane - o primeiro à baliza foi aos 42’! Muito pouco para quem outrora marcava tanto.
A segunda parte abriu como a primeira, só que desta vez o Villarreal mostrou menos acerto na hora do remate. Carlos Bacca e Fornals não conseguiram ampliar a vantagem em nova entrada a dormir dos pupilos de Marcel Keizer.
No deserto de ideias, sobrava um oásis de esforço chamado Coates. Numa tentativa de empurrar a equipa para a frente - mas também ilustrativa do desacerto coletivo - o central uruguaio fez duas ou três incursões individuais ao ataque, com algum perigo para os espanhóis.
A melhor jogada do Sporting em todo o encontro ocorreria aos 69’. Saiu de um momento genial de Raphinha, com um drible seguido de cruzamento para Bas Dost. O remate do holandês encontrou defesa à altura do ex-portista Fernández. Pouco depois, de novo Raphinha, agora a atirar ao poste após canto de Bruno Fernandes.
No melhor momento leonino, Acuña teve o pior timing para uma entrada arriscada. Segundo amarelo, expulsão e leão - ainda mais - ao fundo. Assobios, cânticos de ‘joguem à bola’ e lenços brancos. Tempos difíceis, de novo, em Alvalade.
Lenços brancos para Marcel Keizer
Muitos lenços brancos e assobios marcaram o final do encontro esta quinta-feira em Alvalade. O técnico Marcel Keizer foi um dos principais visados pelos sócios leoninos que durante o jogo já tinham demonstrado o seu desagrado.
"Sou o responsável pela derrota e pela qualidade do jogo. Lenços brancos? Os adeptos podem fazer o que quiserem." O holandês reconheceu que a equipa entrou em pânico com o golo sofrido a abrir. "Não somos suficientemente bons com a bola e temos de melhorar isso. Agora temos dois dias e voltamos a jogar."
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