"Hoje é um dia importante para o Sport Lisboa e Benfica, pese embora a conjuntura recente", revelou o presidente encarnado.
O presidente do Benfica, Rui Costa, considerou esta segunda-feira que o sucesso da oferta de obrigações da Benfica SAD, que atingiu os 35 milhões de euros pretendidos pelas 'águias', mostra a confiança dos investidores no projeto do clube lisboeta.
"Hoje é um dia importante para o Sport Lisboa e Benfica, pese embora a conjuntura recente. O objetivo do novo empréstimo obrigacionista foi alcançado. De resto, era uma das primeiras metas que tínhamos definido no último plenário dos órgãos sociais", afirmou o novo líder dos 'encarnados'.
E acrescentou: "Tal demonstra a confiança dos obrigacionistas num projeto sólido e sustentado, pela forma como sempre cumprimos com os nossos compromissos ao longo destes anos".
A operação implicava um montante mínimo de subscrição de 2.000 euros, apresentando uma maturidade de três anos e uma taxa de juro nominal bruta de 4%, e a procura válida foi de 35.179.705 euros, ou seja, ligeiramente acima da oferta de títulos disponível neste empréstimo obrigacionista, que contou com um total de 1.887 investidores.
"Não foi o maior valor alcançado das 11 emissões obrigacionistas que já fizemos, é um facto, mas esta emissão, face às circunstâncias, deve encher de orgulho de forma muito especial todos aqueles que trabalharam para o resultado alcançado", assinalou o dirigente, que substituiu recentemente no cargo Luís Filipe Vieira, agradecendo a todos os envolvidos nesta oferta de títulos.
Por seu turno, Isabel Ucha, presidente da Euronext Lisboa, a gestora da bolsa portuguesa, realçou que, apesar do contexto económico difícil, "o mercado de capitais continua a fornecer soluções de financiamento de capitais permanentes às empresas", e deu os parabéns à SAD benfiquista pelo sucesso da operação.
A oferta pública de subscrição de obrigações da Benfica SAD (2021-2024) arrancou no dia 05 de julho, dois dias antes da detenção do agora ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, e a colocação dos títulos decorreu até 23 de julho, tendo sido feita em 16 de julho uma adenda ao prospeto que tinha sido aprovado em 1 de julho para dar conta dos acontecimentos que envolvem aquele que, até há pouco tempo, era o líder das 'águias'.
Em 19 de julho, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelou que está a investigar infrações na divulgação de informação ao mercado e de abuso de informação ligadas à Benfica SAD, no âmbito da detenção de Luís Filipe Vieira.
Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.
O agora ex-presidente do Benfica está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros e proibido de sair do país, além de estar indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.
Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.
No mesmo processo, denominado 'Cartão Vermelho', foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
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