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Maldição francesa assusta Seleção

Portugal não ganha aos gauleses desde 26 de abril de 1975.

05 de setembro de 2015 às 08:00

Uma seleção curta de ideias, órfã de um verdadeiro pensador de jogo e com um Ronaldo também longe dos melhores dias perdeu frente à França (golo de livre de Valbuena, aos 85 minutos), no ensaio geral da equipa das quinas com vista ao embate de segunda-feira frente à Albânia, de apuramento para o Europeu de 2016, em França.

O teste foi conclusivo no que toca às fragilidades da equipa de Fernando Santos. Meio-campo com pouco raio de ação, várias vezes abafado pelo poderio físico dos ‘calmeirões’ Pogba, Sissoko e Matuidi, e setores muito pouco ligados. Fernando Santos optou desta vez por um 4x3x3, em vez do seu tradicional 4x4x2, mas os jogadores tiveram dificuldades para interpretar as ideias. Portugal jogou na expectativa, foi pouco objetivo nas saídas para o ataque e poucas vezes importunou a baliza francesa. Na primeira parte, sobrou um livre de Ronaldo para defesa de Lloris; no segundo tempo, um tiro de Éder por cima da baliza francesa.

Também as ausências por lesão de Moutinho e William e o castigo de Tiago se fizeram sentir. Santos optou por Danilo, João Mário e Adrien para um tridente de meio-campo que não conseguiu ligar aos avançados, deixando a ideia de que Portugal esteve num colete de forças montado pela França e do qual teve enormes dificuldades para se libertar. Com muito pouca bola e dose equivalente de desinspiração, Portugal não conseguiu fazer prevalecer as suas melhores armas – extremos neutralizados e um ponta de lança perdido nos labirintos franceses. A seleção de Deschamps foi sempre mais perigosa e intencional – Matuidi na primeira parte e Griezmann no segundo tempo apareceram isolados na cara de Patrício, mas o guarda-redes português ganhou os duelos com os adversários.

O velho ditado português de que "tantas vezes o cântaro vai à fonte que acaba por partir" concretizou-se perto do fim, num livre direto de Valbuena, que entrou como um bólide. Já tinha saído o apagado Ronaldo, num ‘convite’ ainda mais tentador para a França aguçar o apetite à baliza de Patrício. Portugal prolongou o jejum frente à França, à qual não ganha desde abril de 1975 – há mais de 40 anos. Boas notícias só mesmo o empate entre Dinamarca e Albânia no grupo de apuramento (ver página 35). O resto foi fraquinho.

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