Dragões chegaram à vantagem na segunda parte.
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Uma exibição minguada só podia dar um triunfo minguado. O FC Porto ganhou no sábado em Coimbra à Académica, por 2-1, num jogo entretido, mas pouco mais do que isso. Valha a verdade que numa época em que o futebol dos dragões jamais empolgou, ninguém estaria à espera que fosse nesta fase do campeonato, com a equipa afastada das grandes decisões, que iríamos assistir a exibições de encher o olho. Assim, cumpriu-se o destino, no dia em que o FC Porto ficou matematicamente afastado do 2º lugar, que garante acesso à fase de grupos da Champions.
O encontro entre estudantes e portistas valeu essencialmente por alguns factos e dois ou três momentos. Vamos aos primeiros: Helton na baliza e Casillas sentado no banco, situação incomum que tem a ver exatamente com o que antes se escreve e com a forma como o FC Porto já olha para esta parte final do campeonato: um estágio preparatório da final da Taça de Portugal, a disputar com o Sp. Braga. Também a registar a manutenção da titularidade do jovem André Silva na frente de ataque (expoente máximo da ‘importância’ dada aos reforços de inverno Suk e até Marega). Nota ainda para o regresso de André André.
Quanto aos momentos, dois foram mais bonitos do que todos os outros: o golo de Pedro Nuno, na marcação de um livre direto, que deu vantagem à Académica aos 25’; e o empate por Rúben Neves, com uma chapelada em vólei de fora da área. Apesar do maior domínio do FC Porto na primeira parte, o empate ao intervalo era um resultado perfeitamente aceitável.
Na segunda metade, nada de novo. Jogo aos solavancos e nó desatado pelo FC Porto aos 66’, num lance de carambola. Brahimi remata à entrada da área, a bola faz rosca após bater no pé de Hugo Seco, ganha efeito e ilude o avançado André Silva, que se faz ao lance. E tudo isto cria enorme confusão ao guarda-redes Trigueira, que acaba por ser mal batido.
A Académica reagiu e as mudanças feitas a partir do banco deram comprimento à equipa. Mas a falta de eficácia para dar seguimento a dois ou três lances de contra-ataque impediu novo empate. Que não escandalizava, depois de ver um remate de Nii Plange beijar a barra. Soube bem ao FC Porto ouvir o apito final.
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