COI não hesitará em punir severamente a Rússia

Escândalo de doping em vésperas dos Jogos Olímpicos.

18 de julho de 2016 às 18:40
Comité Olímpico Internacional, COI, Thomas Bach, Desporto, Modalidades Foto: LAURENT GILLIERON/EPA
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O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, advertiu, esta segunda-feira, que o organismo "não hesitará em adotar as sanções mais duras possíveis" contra a Rússia, na sequência do escândalo de 'doping' denunciado pela Agência Mundial Antidopagem (AMA).

O relatório independente elaborado pelo professor canadiano Richard McLaren, divulgado hoje em Montreal, revela que o Governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação ativa do ministro dos Desportos e dos serviços secretos.

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"As revelações feitas no relatório demonstram um ataque chocante e sem precedentes á integridade do desporto e do Jogos Olímpicos. Por isso, o COI não hesitará em adotar as sanções mais duras possíveis contra qualquer pessoa o organização envolvidas", disse Bach, em comunicado.

O presidente do COI adiantou que o relatório da AMA será "cuidadosamente analisado" e que poderão, inclusive, ser tomadas "medidas provisórias e sanções" durante uma reunião de emergência por telefone em que os membros do organismo olímpico vão participar, na terça-feira.

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O relatório de McLaren refere que o programa "à prova de falhas" foi colocado em prática pelos responsáveis russos, inclusivamente, durante os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi2014, tendo o ministro Vitaly Mutko uma "participação ativa", com a assistência dos serviços secretos.

A Rússia, segunda potência mundial do atletismo, atrás dos Estados Unidos, foi suspensa em novembro de 2015 pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), após um outro relatório 'demolidor' da AMA, em que se denunciava um esquema de 'doping' institucionalizado na Rússia.

No início de maio, McLaren foi designado para dirigir a equipa que investigou novas acusações de dopagem sobre desportistas russos que participaram em Jogos de Inverno de 2014, feitas por um antigo chefe do laboratório antidopagem russo, cujas conclusões foram hoje tornadas públicas.

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Grigory Rodchenkov, que se demitiu do cargo em novembro de 2015, afirmou à imprensa norte-americana que os atletas russos em Sochi2014 beneficiaram de um sistema de dopagem supervisionado pelo governo russo, estimando que vários atletas russos, nomeadamente 15 medalhados olímpicos, beneficiaram desse sistema.

Para já, a suspensão da Rússia está limitada ao atletismo, devendo os atletas russos de outras modalidades serem avaliados individualmente pelas respetivas federações internacionais, por indicação do COI, para poderem ser considerados elegíveis para participarem no Rio2016.

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