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Missão portuguesa foi "blindada" do caso de doping de Simone Fragoso

Atleta foi impedida de participar na prova de powerlifting dos Jogos Paralímpicos Paris2024 devido a um resultado positivo num controlo antidoping.

04 de setembro de 2024 às 11:58
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Missão portuguesa foi 'blindada' do caso de doping de Simone Fragoso

O chefe da missão portuguesa nos Jogos Paralímpicos garantiu hoje que a comitiva em Paris2024 "foi blindada" do "caso isolado de doping" que afastou da competição de powerlifting Simone Fragoso que, entretanto deixou França.

"Naturalmente, é uma situação que não é agradável", considerou Luís Figueiredo, em declarações à agência Lusa, lembrando que este foi é "o primeiro caso de doping da missão portuguesa em Jogos Paralímpicos".

A atleta foi impedida de participar na prova de powerlifting dos Jogos Paralímpicos Paris2024, agendada para hoje, devido a um resultado positivo num controlo antidoping, anunciou na terça-feira à noite o Comité Paralímpico de Portugal (CPP).

Em comunicado, o organismo refere ter sido "informado pelo Comité Paralímpico Internacional de que a atleta Simone Fragoso apresentou um resultado analítico adverso em teste de controlo antidoping realizado no dia 31 de agosto em Paris, decretando a suspensão com efeitos imediatos da atleta da competição desportiva nos Jogos Paralímpicos Paris2024".

O CPP finaliza o curto comunicado garantindo que "repudia qualquer forma de adulteração de resultados e pugna por um desporto limpo e transparente".

Simone Fragoso, que já participou em três Jogos Paralímpicos como nadadora, iria ser a primeira atleta portuguesa a participar em provas de paralímpicas de powerlifting, no torneio de -41 kg.

Luís Figueiredo mostrou-se convicto de que o caso, que afastou Simone Fragoso do torneio de powerlifting agendado para hoje, "não vai afetar a missão portuguesa.

"Em termos emocionais, a missão não está afetada com a situação, conseguimos blindar a missão deste caso, que é um caso isolado", assegurou.

De acordo com o chefe de missão, a atleta "saiu da aldeia ainda ontem [na terça-feira] para regressar a Portugal" depois da missão ter sido informada pelo Comité Paralímpico Internacional (IPC), de um 'resultado analítico adverso' num controlo antidoping".

"O controlo realizou-se no dia 31 de agosto, a informação foi ontem [na terça-feira] comunicada à chefia de missão e, obviamente, tomamos a decisão que achamos mais conveniente", disse, lembrando que todos os atletas nacionais realizaram controlos antidoping em Portugal, cujos resultados ainda não são conhecidos.

Luís Figueiredo considerou que o caso que envolve Simone Fragoso, que depois de três presenças em Jogos Paralímpicos como nadadora, deveria participar hoje no torneio de powerlifting, não vai afetar nem os resultados, nem a imagem dos atletas.

"Acreditamos que os atletas irão responder de uma forma positiva como têm feito até aqui", disse o chefe de missão.

De acordo com Luís Figueiredo "a atleta está agora suspensa e tem 10 para argumentar e apresenta provas que, eventualmente, a possam ilibar, num processo que terá de ser gerido pela própria, de acordo com as regras que emanam da WADA [Agência Mundial Antipodagem]".

Na sua conta pessoal no Instagram, Simone Fragoso colocou uma mensagem afirma que regressa a casa "sem a sensação de dever cumprido e com uma enorme tristeza", e assegura que tudo fará para contestar a decisão.

Durante a sua carreira como nadadora, Simone Fragoso esteve suspensa por um ano, no ciclo paralímpico que terminou com os Jogos Rio2016, por ter faltado a dois controlos antidoping fora de competição.

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