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Surfistas portugueses animados para competir na prova de elite em Peniche

"Foi um sonho chegar ao CT [Championship Tour], tem sido um bocadinho difícil, mas as ondas são incríveis e as pessoas também", afirmou a olímpica Yolanda Hopkins, que ocupa o 14.º lugar do ranking mundial.

15 de outubro de 2026 às 19:08

Os surfistas portugueses que participaram esta quinta-feira na conferência de imprensa de lançamento da prova do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) em Peniche mostraram-se entusiasmados por defrontar os melhores do mundo na Praia de Supertubos.

"Foi um sonho chegar ao CT [Championship Tour], tem sido um bocadinho difícil, mas as ondas são incríveis e as pessoas também, e, felizmente, consegui ter resultados suficientes para ficar nesta segunda parte do 'tour'. Estou super feliz por ter conseguido bons resultados e estar aqui em Peniche", afirmou a olímpica Yolanda Hopkins, que ocupa o 14.º lugar do ranking mundial.

A surfista algarvia, que competiu em Supertubos no ano passado por convite da organização e faz agora a estreia como membro integrante da elite, quer melhorar o nono lugar que obteve em 2025.

"O objetivo é apontar sempre para o primeiro lugar. Claro que é muito difícil, porque estamos a competir contra os melhores do mundo, mas o céu é o limite", atirou a atleta de 28 anos.

Por seu turno, Francisca Veselko, que também competiu esta época pela primeira vez na elite mundial, e ficou em 23.º (apenas as primeiras 14 surfistas passaram o 'cut' após a prova em Trestles, nos Estados Unidos), mas beneficiou de um convite da organização para surfar em 'casa', mostrou-se entusiasmada com o desafio que a aguarda em Peniche.

"Não vou mentir, tem sido uma experiência dura, esperava um pouco mais de mim. Não fiquei no top-14 antes do 'cut', mas tenho a oportunidade de competir em casa e ganhar mais experiência", disse Francisca Veselko.

'Kika' está atualmente no segundo lugar do ranking do circuito secundário (Challenger Series) e, por isso, bem posicionada para voltar a marcar presença entre a elite do surf no próximo ano.

"Tem sido um processo e uma evolução. Fazer parte disto é o sonho da 'Kika' de oito ou nove anos. O CT é duro porque perdes mais vezes do que ganhas. Mas tens de dar sempre 100% e puxar os limites todos os dias", acrescentou a surfista de Carcavelos, de 23 anos.

Teresa Bonvalot, que é atualmente a terceira classificada nas Challenger Series, foi escolhida para substituir a lesionada Isabella Nichols, da Austrália, e é a outra representante lusa no quadro feminino do MEO Rip Curl Pro Portugal.

Já na competição masculina, Portugal conta com Frederico Morais e Guilherme Ribeiro, perfazendo um total de cinco atletas na armada lusa, um recorde nas provas do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), e ambos mostraram esta quinta-feira a sua alegria com a oportunidade que lhes foi dada através de 'wildcards' (convites) durante a apresentação do evento.

"É ótimo competir em casa, não há sentimento mais especial do que vermos a praia cheia. O público é fervoroso, torce, grita, apoia e sente as nossas ondas, sente as nossas vitórias e as nossas derrotas. Por isso, viver isto em casa, ainda para mais este ano com a minha filha cá, vai ser ótimo", realçou Frederico Morais, que já esteve vários anos entre a elite do surf mundial e que já compete em Supertubos desde 2013.

'Kikas' elogiou ainda a alteração para outubro da etapa portuguesa, que nos últimos quatro anos tinha decorrido no final do inverno português.

"É uma ótima decisão. É agradável para nós, surfistas, porque temos boas ondas, e para o público, porque tem bom tempo", assinalou o surfista do Guincho, de 34 anos.

Por seu turno, Guilherme Ribeiro, de 22 anos, vai estrear-se em provas do CT e mostrou-se animado com a possibilidade de medir forças com a 'nata' do surf mundial, entre os dias 16 e 25 de outubro na Praia de Supertubos, em Peniche, Leiria.

"É algo com que sonho há anos. Desde 2009 que aqui venho e sonho em entrar neste campeonato. Está a ser incrível esta experiência, desde as pequenas coisas, como ter um lugar de estacionamento para mim à porta, chegar e ter o meu nome nos cartazes, a minha licra com o meu nome, é tudo incrível e mostra que os sonhos se tornam realidade", lançou o atleta da Costa de Caparica.

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