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Artigo exclusivo

Igreja e pedofilia

Será justo regatear indemnizações irrisórias às vítimas?

19 de abril de 2026 às 00:30

Portugal sempre foi um país tão religioso quanto anticlerical. Essa idiossincrasia perpassa pelas páginas de Camilo e Eça, alcançando expressão superlativa em Guerra Junqueiro, que apresenta um pároco de aldeia a justificar com a lei da Igreja o assalto a um ninho de melros cuja progenitora tivera o desaforo de invadir a sua seara: "se a mãe não pagou que pague o filho". O anticlericalismo tem uma dimensão política moderna, que radica no posicionamento da Igreja nos dois últimos séculos - apoiou o absolutismo contra os liberais, a monarquia contra os republicanos e a ditadura contra os seus opositores, através de protagonistas tão qualificados como o Cardeal Gonçalves Cerejeira, condiscípulo e amigo de Oliveira Salazar. Houve quem remasse contra a maré, como D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, cuja integridade foi premiada com o exílio, mas prevaleceu a hostilidade aos ventos da mudança, em parte compreensível numa instituição assente em dogmas, com dois mil anos de existência. 

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