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Artigo exclusivo

A Tia Henriqueta ou talvez não

Era bom para peregrinos de Castro Laboreiro ou frades eremitas de Rendufe.

08 de fevereiro de 2026 às 00:30

A vida da Tia Henriqueta, uma das melhores memórias da nossa família, estava marcada pela omnipresença desordenada de animais na sua casa à entrada de Vila Praia de Âncora. O marido, o Tio Raul, um homem divertido, alto e magro de cabelos grisalhos ralos, dentes irregulares e nariz avermelhado, gostava de passeios pelo campo, de contar anedotas elegantes, de ler livros sobre botânica e de se instalar no seu escritório, ao alto de uma escada sombria, repleto de livros e papéis – e envolto em fumo de cigarros ‘Paris’. Morreu aos oitenta anos, ao regressar de um piquenique na Serra d’Arga, quando a Tia Henriqueta, a irmã mais nova da Tia Benedita (a matriarca miguelista dos Homem), ainda não tinha completado os sessenta.

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