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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Amante de vela dirige notários

Filho de alemães que vivem em Portugal há 50 anos, Himmel é genro de Valentim Loureiro.

27 de setembro de 2009 às 00:00

É no mar que encontra a tranquilidade. Praticante de wind-surf e de vela – ficou em 28º na última edição do campeonato nacional da classe snipe, disputado em Albufeira – Alex Jan Himmel, de 42 anos, encontra nas ondas o descanso que lhe falta no muito atarefado dia-a-dia profissional.

Desde o passado dia 19, Himmel é o novo bastonário da Ordem dos Notários, cargo a que chega ao fim de apenas três anos de actividade profissional nesta área.

Filho de um casal alemão que veio para Portugal há 50 anos, Alex nasceu no Algarve mas mudou-se para o Porto ainda muito novo. O pai, o escritor Adolf Himmel, foi durante muitos anos director do Instituto Alemão na Invicta.

A família vivia na zona da Foz, perto da casa de uma figura que se começava a destacar. As relações de vizinhança fizeram Alex conhecer Daniela Loureiro, filha de Valentim Loureiro, com quem viria a casar-se. Da união nasceram três filhos, duas raparigas e um rapaz.

Descrito por colegas e amigos como 'uma pessoa muito reservada, mas com grande capacidade de organização e motivação', Alex cursou Direito na Universidade Católica do Porto.

Acabado o curso, iniciou a carreira no mundo das leis como advogado, especializando-se em Direito Administrativo. Ao optar pela profissão de notário, em 2006, suspendeu a sua inscrição da Ordem dos Advogados, mas continua a ser sócio da sociedade de advogados que fundou em seu nome, no Porto.

Alex explica que sempre gostou da profissão de notário, 'mas quis sempre exercer uma profissão liberal', conta. 'Com a privatização dos notários, decidi então enveredar por esse caminho'. Completada a formação, em 2005, Himmel e dezenas de outros colegas esperaram um longo ano para tomar posse. A situação levou à criação do chamado ‘grupo dos 121’, que congregava todos os que tinham concluído o curso, mas continuavam impedidos de exercer. O grupo acabou por ser o embrião do movimento que, no final do ano passado e já este ano, concorreu por duas vezes à liderança da Ordem. À segunda tentativa, a lista de Alex Himmel ganhou as eleições, com uma magra vantagem de 18 votos de diferença em relação à anterior bastonária, Carla Soares.

Consciente de que a sua eleição 'não agradou a todos', Himmel garante que tudo fará para unir a classe e elege como objectivo do seu mandato 'criar condições para que se pratiquem actos notariais mais seguros, mais rápidos e mais baratos'.

ASCENSÃO FULGURANTE

Alex Himmel pertenceu ao ‘grupo dos 121’, a primeira geração de notários formados após a privatização do sector, em 2005. O movimento gerou amizades e adversários. 'Eles achavam que sabiam mais do que os mais velhos, eram algo arrogantes', conta fonte ligada à Ordem, criada em 2006. Cansado de guerras internas, o então bastonário demitiu-se.

Himmel perdeu a primeira eleição contra Carla Soares, mas, após a direcção desta ter caído, ganhou por 157 votos contra 139. O escritório de advogados a que dá o nome foi alvo de uma queixa por uso indevido da marca 'empresa na hora'. O processo foi arquivado. Himmel garante que nada teve a ver com o caso.

PERFIL

Alex Jan Himmel nasceu no Algarve, em 1967, filho de um casal alemão que se tinha mudado para Portugal poucos anos antes. Ainda muito novo mudou-se para o Porto, onde conheceu Daniela Loureiro, filha de Valentim Loureiro, antigo presidente do Boavista. É sócio do clube do qual também o cunhado, João Loureiro, foi presidente, mas não é um grande adepto de futebol. Tem duas filhas e um filho.

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