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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

As diferentes almas dos camarins do teatro

É lá que tudo começa: a preparação, a ansiedade, a espera. Por outro lado, o cabelo, a maquilhagem, os pormenores que se conjugam para que nada falhe. Nada pode falhar depois do artista abandonar o camarim rumo ao palco, ao público, muitas vezes à consagração, outras ao desfazer dos sonhos. Os camarins pertencem ao imaginário colectivo. Ninguém entra nas portas vedadas ao exterior, mas muitos imaginam o espaço e a transformação que se vive no seu interior. E como o imaginam...

08 de julho de 2007 às 00:00

A pensar nisso, ao mesmo tempo que na modernização do Teatro, o Tivoli convidou arquitectos, designers e decoradores a criarem um camarim ideal, aproveitando as asas da criatividade e das tendências mais actuais. Desafio aceite. Os onze camarins do espaço cultural centenário mudaram de cara - de espelhos, de luzes, de tinta, de materiais, e de tudo o mais que houvesse para mudar – só não mudaram de vocação. E a boa notícia é que vai poder visitá-los, um por um, até ao dia 22 de Julho, de segunda a sexta-feira das 15h00 às 19h00.

‘Tivoli Design Challenge’: assim é o nome do evento, atribuiu a cada espaço uma personalidade (e uma voz) própria (e assinada) pela mão de nomes consagrados como os decoradores Conceição Vasco Costa e Miguel Dentinho; Gracinha Viterbo; Miguel Raposo e Pedro Santos; Sá, Aranha e Vasconcelos; Ana e Pedro Seiça Ramos; Fábio Iavarone, Mafalda Assunção, Rui Silva e Kierlisbon; Lidija Kolovrat (designer) e Catarina I. Simões; e Pedro Guimarães. Também participaram no projecto os arquitectos Nuno Ladeiro e Andreia Carqueijo; P. Caetano Carvalho, Sofia Seixas, Helena Cabral Fernandes e Sérgio Brito Santos; e Hugo F. Matos.

A modernização do teatro não esqueceu as zonas adjacentes, a cargo das mãos – e da imaginação – de ex-alunos do IADE, que ajudaram a dar nova vida ao espaço lisboeta.

O QUASE CENTENÁRIO DO TEATRO TIVOLI

Nasceu em 1924, depois de quatro anos de obras, de um projecto do arquitecto Raul Lino. O filme ‘Violetas Imperiais’ estreou a sala de espectáculos, numa altura em que o cinema era ainda mudo. Em 1930 foi dotado para fonocinema, e no fim do mesmo ano foi aí apresentado a primeira película sonoro de nome a ‘A Parada do Amor’. Em termos arquitectónicos, o Cine Teatro foi construído numa época em que o movimento moderno se afirmava evidenciando um gosto Neoclássico, que respeita uma geometria de formas acentuadas. Lembra um teatro tipicamente francês.

Sempre imaginou como seriam os camarins e se tem curiosidade para ver diferentes estilos de decoração.

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