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Artigo exclusivo

As escolhas de Francisco José Viegas: Um guia para os perplexos

A proposta de Eugénio Lisboa está fora dos esquemas e preocupações tradicionais da Academia.

02 de maio de 2021 às 09:30

Ao longo dos anos, não só aprendi a gostar de Eugénio Lisboa e do que ele escrevia, como me tornei um admirador daquela erudição amável, anglo-saxónica, e um pouco ao arrepio da nossa tradição universitária. É um crítico atento, um leitor minucioso – leiam as suas páginas sobre José Régio, a quem dedicou muito tempo da sua vida, ou Jorge de Sena –, um diarista notável, um colecionador de leituras, um erudito e polemista corajoso. Estarei do seu lado, portanto. Mas, mais do que isso, recordo-o também em conversas de circunstância, pequenos passeios ocasionais no intervalo de um encontro literário, de um colóquio ou conferência; e lembro-me sempre de uma disponibilidade tranquila para ouvir, de um sentido de humor que tanto nos falta em geral (sobretudo quando se fala "de literatura"). À vantagem de ter vivido em Lourenço Marques, primeiro (perto da cultura inglesa), e depois em Estocolmo e em Londres (quase 20 anos), junta-se outro dado importante – apesar de ter sido professor de literatura na universidade, a sua formação inicial foi na área da engenharia, em que trabalhou durante muito tempo. Talvez por isso tenha sido capaz de olhar a literatura com uma perspetiva mais liberal e desprendida, mas ao mesmo tempo mais intensa e fora dos esquemas e preocupações tradicionais da academia.

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