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Artigo exclusivo

Auschwitz: Trabalhavam judias no salão de costura da mulher de Höss

'As costureiras de Auschwitz’, de Lucy Adlington, conta a história das 25 judias que costuravam para a elite nazi nos salões em Berlim.

21 de fevereiro de 2022 às 01:30

A mulher do ministro da propaganda, Magda Goebbels, não tinha pruridos de vestir criações de moda de judeus, embora abominasse quem as fazia. A mulher de Goering, o fundador da Gestapo e próximo de Hitler, vestia-se da cabeça aos pés com artigos de luxo espoliados aos judeus. Eva Braun, amante do líder do país que encetou a Solução Final, adorava alta-costura e calçava sapatos Ferragamo. Havia uma lista de espera de seis meses da elite das SS em Berlim para comprar os vestidos criados pelas costureiras do salão de moda de Auschwitz. Esses vestidos não tinham etiquetas. Nenhuma menção de que tinham sido desenhados e costurados por judeus, como explica à ‘Domingo’ Lucy Adlington, autora de ‘As Costureiras de Auschwitz’ (Ed. Crítica), que conta a história pouco conhecida das 25 mulheres que desenharam, cortaram e coseram para as mulheres da elite nazi dentro das instalações que se tornaram símbolo do Holocausto - e que, por isso, escaparam à câmara de gás. Trabalhavam 12 horas ininterruptas por dia e em troca - além do bem maior que é a vida -, tinham um prato de sopa.

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