Estamos mais ligados à tecnologia do que nunca. Mas se a inovação traz vantagens, os perigos não ficam esquecidos.
Estima-se que os portugueses passem em média 7h30 ligados à Internet e 2h30 em redes sociais. Hoje multiplicam-se as ferramentas tecnológicas a que temos acesso e que podem criar dependência digital. Do uso compulsivo das redes sociais e da Internet, compras online, consumo de pornografia ou excesso de tempo em videojogos, são muitos os exemplos a que se juntam os casinos e apostas desportivas online. E por cá há vários testemunhos de pessoas que sofrem com esta realidade e que tiveram mesmo de recorrer a um centro de reabilitação para curar o seu vício.
“Comecei por arranjar trabalho online, comida, desporto, relações amorosas em diversos sites, enfim eram quase 24 horas em frente ao computador e isolei-me por completo.”
“Chegava a passar 15 horas seguidas online. Ficou tão grave que os médicos aconselharam os meus pais a internarem-me para tratar o meu vício.”
“Sempre que tinha dinheiro estava a jogar… Se tivesse um jogo às 5h da manhã eu podia não pôr o alarme, que às 04h59 ou às 04h55 a minha cabeça já não conseguia mais dormir, já tinha de acompanhar aquilo ao minuto porque além de um viciado tornei-me numa pessoa obcecada.”
Filipa Oliveira, diretora terapêutica do Villa Ramadas, admite que há 10 anos praticamente não existiam casos ligados às dependências digitais, mas agora em cada grupo de tratamento há cerca de dois casos ligados a esta realidade. Já Eduardo Ramadas da Silva, fundador e CEO deste Centro de Reabilitação traça semelhanças entre a dependência digital e outras drogas, como heroína ou cocaína, devido à sensação de recompensa imediata que provoca nas pessoas.
E a verdade é que há vários sintomas associados a este problema como ansiedade, irritabilidade, notificações fantasma ou perda de controlo enumeradas por Inês Homem de Melo, médica psiquiatra, que admite que o grande problema aparece quando os meios digitais tomam conta da vida de alguém e comprometem experiências de vida como conduzir ao telemóvel ou não conseguir desligar em momentos de lazer, familiares, ou tantos outros.
Nasce assim a necessidade de contrariar esta realidade com um consumo saudável dos meios digitais cada vez mais usados por adultos e também crianças. Nos mais novos é essencial controlar o tempo e o tipo de conteúdo a que acedem, já os adultos têm de aprender a não viver presos aos ecrãs e podem mesmo recorrer a pequenas ajudas das aplicações para se aperceberem do tempo que passam online, ou definir limites.
O importante é escolher conscientemente o tempo que dedicamos a este universo digital, que abriu portas a novas formas de comunicar e aceder à informação, mas que precisa também de ser controlado para que não tome conta das nossas vidas.
Em Portugal existem 8141 alojamentos turísticos, mais 36% do que há 5 anos. Os alojamentos que mais aumentaram foram os alojamentos de férias e de curta duração, enquanto os hotéis diminuíram ligeiramente (menos 194, entre 2018 e 2023).
Apesar de os alojamentos turísticos terem aumentado 36% em 5 anos (passando 5964 em 2018, para 8141em 2023), a capacidade dos alojamentos – ou seja, o número de camas disponíveis, não aumentou na mesma proporção. A capacidade dos alojamentos aumentou apenas 13%.
Por Gonçalo Rebelo de Almeida, Vila Galé Hotéis
A inteligência artificial (IA) tem revolucionado o setor da hotelaria, trazendo inovação, eficiência e personalização. Uma das principais aplicações é a tradução automática e suporte multi-idioma, permitindo que hotéis comuniquem com hóspedes de diferentes nacionalidades em tempo real, eliminando barreiras linguísticas. Na criação de conteúdos, a IA gera descrições de serviços, textos promocionais e imagens realistas para websites e redes sociais, otimizando a presença digital dos hotéis. Assistentes virtuais por voz e texto estão cada vez mais presentes, oferecendo respostas imediatas a dúvidas sobre reservas, horários e serviços, melhorando a experiência do cliente. Por fim, a análise de dados com IA permite identificar padrões de comportamento, prever tendências de ocupação e personalizar ofertas, apoiando decisões estratégicas e aumentando a satisfação dos hóspedes. A IA está, assim, a tornar a hotelaria mais inteligente e centrada no cliente.
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