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“Falhava porque sentia uma grande responsabilidade”, diz Fernando Mamede

O antigo recordista mundial dos 10 mil metros explica porque nunca conseguiu uma medalha olímpica

04 de novembro de 2018 às 02:00

É padrinho da maratona do Porto que está hoje na estrada

Sim, sou o padrinho da maratona. Fui convidado pelo Jorge Teixeira, organizador da prova, e aceitei com muito gosto.

Nunca se aventurou a sério nas maratonas. Porquê?

Tentei fazer uma maratona em 1988, no Japão, mas não terminei. Percebi que já não era o meu tempo e nunca mais tentei correr outra.

Aos 67 anos e três dias continua a correr? 

Aos 67 anos faço apenas marcha para manter a saúde.

Começou no futebol. Sonhava ser jogador no Sporting. As corridas trocaram-lhe as voltas? 

Todos sonham jogar num grande clube. Mas o atletismo trocou-me mesmo as voltas.

Fez toda a sua carreira no Sporting. Foi por amor ao clube?

Fiz toda a carreira no Sporting porque tinha o melhor treinador do Mundo (Moniz Pereira) e porque sou sportinguista desde pequeno.

Apoiou Frederico Varandas nas eleições. Ele está a fazer um bom trabalho?

Apoiei o Frederico Varandas porque foi o primeiro a pedir-me apoio e porque acreditava nele. Neste momento, acho que está a fazer um bom trabalho pois tem a vantagem de já conhecer o clube.

No Mundial dos 10 mil metros em 1984 bateu Carlos Lopes e depois deram a volta à pista de mãos dadas. Eram amigos e adversários? 

Dei a volta à pista com o Carlos Lopes porque quis que ele recebesse as palmas dos espectadores, já que fez um trabalho muito bom para eu bater o recorde do Mundo. Fomos adversários no bom sentido da palavra, mas nessa altura as nossas relações já não eram as melhores.

Porque falhava nos momentos cruciais? 

Falhava nas medalhas porque sentia uma responsabilidade muito grande e não conseguia abstrair-me dessa responsabilidade.

Como se consegue vencer a pressão? 

Com apoio de um bom psicólogo e com técnicas apropriadas.

Vive em Lisboa desde os 18 anos. Continua a ter Beja no coração? 

Continuo a ter Beja no coração. Foi lá que passei a minha infância e ainda tenho amigos dessa época que jogaram futebol comigo.

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