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Filho de Mette-Marit chora em pleno tribunal: "Sou um monstro"

Marius Borg Høiby declarou-se culpado de 24 das 38 acusações que lhe são imputadas.

16 de março de 2026 às 11:50

O julgamento que envolve Marius Borg Høiby continua a chocar a Noruega. O jovem protagonizou um momento emotivo em tribunal ao chorar perante o juiz e afirmar que a pressão mediática o destruiu.

Filho de Mette-Marit, Marius enfrenta 38 acusações graves, relacionadas sobretudo com alegados crimes de abuso e violência sexual contra várias mulheres. Até ao momento, declarou-se culpado de 24 dessas acusações.

A primeira fase do julgamento terminou com a apresentação de todas as provas no Tribunal Distrital de Oslo. No entanto, o veredicto só deverá ser conhecido em maio.

Durante a última audiência, Marius Borg Høiby emocionou-se ao fazer a sua declaração final perante o juiz. "A pressão mediática a que fui sujeito apagou-me como pessoa. Já não sou o Marius. Sou um monstro", disse, entre lágrimas, segundo relatos da imprensa norueguesa.

O jovem também falou sobre o impacto que o caso teve na sua vida pessoal. "Sou alvo de ódio em todo o país", lamentou, acrescentando que perdeu quase todas as relações próximas: "Perdi 98% do meu círculo social, e os poucos que me restam não se atrevem a jantar fora comigo nem querem ser vistos comigo. Sinto-me sozinho", afirmou, visivelmente emocionado.

Marius Borg Høiby invocou ainda a sua saúde mental: "Já nada do que tenho é privado. Toda a minha vida é de domínio público. Mensagens de texto com a minha família, conversas com a minha família, coisas que acontecem...", protestou, queixando-se igualmente que a polícia o excluiu de todas as suas redes sociais ao confiscar-lhe o telemóvel: "Especialmente o Instagram, onde tinha a minha rede de contactos no estrangeiro, de que definitivamente precisei durante este período... Poder estar com amigos que não são afetados pela loucura mediática que existe aqui na Noruega."

Peter Sekulic, um dos seus advogados de defesa, afirmou que este discurso foi totalmente espontâneo e que espera que o Tribunal o tenha em consideração na hora de proferir a sentença.

Marius continua em prisão preventiva depois de o tribunal ter recusado a sua libertação antes da sentença, justificando a decisão com um alegado "elevado risco de reincidência".

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