“No fim, a responsabilidade de cada entidade será avaliada, incluindo a do ministro”, afirmou Fernando Alexandre no parlamento, garantindo que a data de afixação das notas dos exames nacionais será cumprida.
O ministro da Educação garantiu esta quarta-feira no parlamento que o prazo de correção dos exames nacionais será cumprido e as notas afixadas no dia 14, mas admitiu tirar consequências caso isso não aconteça. “O presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) comunicou que conseguia cumprir os prazos. Eles são responsáveis pelo processo”, afirmou Fernando Alexandre, frisando que “no fim, a responsabilidade de cada entidade será avaliada, incluindo a do ministro”. “Se houver alteração ao calendário terá de haver responsabilidades”, disse.
Já os diretores têm dúvidas do cumprimento dos prazos. “Temos de esperar para ver, estamos desconfiados. As respostas estão a chegar gradualmente à plataforma informática para os professores corrigir, mas não sei se dia 14 poderemos afixar as notas”, disse ao CM Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, sublinhando que “se isso não acontecer é muito mau: os alunos terão as expectativas defraudadas e o ministro terá de responder politicamente”.
Dezenas de professores continuam a denunciar na plataforma Metaprof que não conseguem aceder às respostas e outros apontam respostas não completas. O ministro garantiu que a maioria dos relatos são “falsos”, mas confessou que após os problemas técnicos registados na plataforma admitiu “fazer as correções no papel”. Os problemas são “relacionados com o software”, disse, revelando que a digitalização das respostas dadas pelos alunos no papel está a ser feita em Sintra por colaboradores do ministério, “a maioria professores”.
Novo modelo de gestão escolar já em setembro
O ministro quer aprovar um novo modelo de gestão das escolas e o estatuto do diretor para entrar em vigor em setembro. “O objetivo é iniciar o novo ano letivo com um decreto-lei [de gestão das escolas] e um novo estatuto do diretor. Queremos que as escolas tenham mais autonomia", afirmou Fernando Alexandre. Filinto Lima confirma que os diretores já foram convocados para uma reunião dia 13. “Penso que o modelo de gestão unipessoal com um diretor vai continuar, mas a eleição do diretor pelo conselho geral deve acabar e voltamos ao modelo em que todos os professores e funcionários e representantes de pais e alunos do secundário votam”, disse ao CM Filinto Lima.
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