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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

José Pacheco Pereira : “A PIDE tinha bons informadores, mas não dava muita importância à análise”

Publicações clandestinas do período da ditadura do Estado Novo integram a exposição ‘Armas de Papel’, com curadoria do criador do arquivo Ephemera José Pacheco Pereira

24 de maio de 2026 às 17:00

Até 30 de junho nos Pavilhões da Mitra, espaço da Santa Casa em Lisboa, está a exposição ‘Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)’, com materiais do arquivo da Associação Cultural Ephemera e curadoria de José Pacheco Pereira. A exposição cobre todo o período da ditadura e as correntes políticas e ideológicas perseguidas. Professor, cronista e analista político, Pacheco Pereira, fundador da Ephemera a partir do seu próprio arquivo pessoal, foi também opositor do regime na fase final do Estado Novo (no PCP (m-l)). Estão reunidos materiais de propaganda e difusão ideológica do republicanismo democrático, do anarquismo, do comunismo, do socialismo, do catolicismo progressista e do esquerdismo.

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