Num abrir e fechar de olhos, Karen Mulder viu o seu mundo desmoronar. Perdeu o lugar cativo na passerelle, o namorado e a sanidade mental. Depois de ultrapassada a crise nervosa, regressou com vontade de surpreender. A modelo ficou para trás, e é como vocalista que está a dar que falar.
A vida de Karen Mulder parecia um conto de fadas. Durante a década de 90, quando o mundo da moda vivia obcecado com a beleza estonteante das top models, como Claudia Schiffer, Linda Evangelista ou Carla Bruni, a jovem holandesa não se deixou ofuscar e soube impor o seu estilo e elegância natural.
A sua voz fazia recordar a mítica Marilyn Monroe e o seu porte físico chegou a ser comparado ao de Marlene Dietrich. Com a ajuda do namorado, (ex-noivo da princesa Stéphanie do Mónaco), Jean Yves Le Fur — os dois conheceram-se em 1993 — Karen tornou-se numa hábil empresária, tendo lançado um CD-Rom com cuidados de beleza, uma cassete de vídeo com truques para manter a boa forma física e uma boneca top model, feita à sua medida. Extremamente profissional, miss Mulder tinha um lugar cativo nos melhores desfiles internacionais, como Yves Saint Laurent,
Versace, Escada, Christian Dior, Valentino e Chanel (a sua marca de eleição). Os fãs masculinos não perdiam a sua prestação na passarelle da Victoria’s Secret, a famosa linha de lingerie, e onde Karen ofuscava a concorrência. Na publicidade também não passou despercebida e tornou-se na imagem de marca da Guess, da Nivea e da Ralph Lauren, que se revê agora na actriz Penélope Cruz.
Com o casamento à vista – Karen nunca tirava o anel de brilhantes que Jean Yves lhe ofereceu – e dona de uma fantástica casa no Mónaco (um dos locais mais luxuosos do mundo), a holandesa parecia ter concretizado todos os seus sonhos. Mas a fama é efémera e as luzes dos holofotes rapidamente se extinguem.
Sexo, Drogas e Realeza
Karen nasceu no seio de uma família modesta, em Vlaardingen, na Holanda, no dia 1 de Julho de 1970. A típica história do patinho feio que, um dia, se transforma num elegante cisne, assenta-lhe que nem uma luva. Só aos 17 anos é que despertou para a moda e quando se inscreveu no concurso The Look of the Year, organizado pela agência Elite, ficou em primeiro lugar e ganhou um bilhete de ida para Paris.
Assim que foi capa da Vogue inglesa, deixou a indústria da moda em alvoroço e conquistou o título de top model. Alguns anos mais tarde, fartos das constantes exigências, os designers deixaram de apostar nestas caras conhecidas e viraram-se para as modelos anónimas, que faziam o mesmo trabalho por metade do cachet. Se para algumas dessas estrelas foi um verdadeiro choque rapidamente desaparecerem de circulação outras enveredaram pela carreira de actriz (sem grande sucesso, nos casos de Claudia Schiffer e Cindy Crawford) ou casaram e vivem agora para a família (veja-se o caso de Helena Christensen e Kate Moss).
A história de Karen Mulder teve contornos trágicos. A holandesa, de 32 anos, esteve retirada da ribalta durante largos anos e só reapareceu, em Novembro de 2001, num programa de televisão francês da responsabilidade do jornalista Thierry Ardisson. O tema em questão era polémico — o escândalo à volta da agência Elite, de John Casablancas, onde as jovens manequins, de 14/15 anos, eram utilizadas para fins sexuais, prostituição e tráfico de drogas — e Karen tinha-se comprometido a dar o seu testemunho.
Segundo os relatos do próprio jornalista, a holandesa já terá chegado perturbada e a sua entrevista acabou por não ser transmitida, dada a gravidade das acusações proferidas pela ex-top model. Mulder confessou que já tinha sido abusada sexualmente pelo pai, na infância, e durante os anos em que brilhou nas passerelles internacionais foi obrigada a consumir drogas e chegou a ser violada por um membro da Família Real do Mónaco. No final, rompeu num choro compulsivo e abandonou o estúdio. Com o apoio da irmã, Saskia, e do ex-noivo, Jean Yves, Karen foi internada num hospital psiquiátrico.
Depois de meses de clausura, Karen reapareceu no desfile de Alta Costura da Casa Dior (ao lado da sua amiga Helena Christensen). Neste momento, o seu futuro profissional ainda é uma incógnita, mas a holandesa já deu provas de conseguir vingar no mundo da música. A sua interpretação do tema mítico de Gloria Gaynor, I Am What I Am já anda a rodar nas rádios e ocupa os primeiros 10 lugares do ranking europeu. Adivinha-se um regresso em força...
Nome: Karen Mulder
Idade: 32 anos
Signo: Caranguejo
Altura: 1,78
Medidas: 85–60-86
Olhos: azuis
Cabelo: loiro
Hobbies: ler e cantar
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