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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Artigo exclusivo

Mais do que uma guerra dos tronos

A ‘Crónica de D. João I’, que deve datar de 1443, com os seus quadros mais populares (a morte de Andeiro, a rebelião lisboeta, o argumentário de João das Regras) é a nossa primeira grande crónica. Fernão Lopes ficou na eternidade.

17 de maio de 2026 às 09:00

Por vários motivos, todos eles romanescos, um dos fragmentos mais poderosos das crónicas de Fernão Lopes é o dos amores de Pedro e Inês, e que vem na sua ‘Crónica de D. Pedro’. O trauma de Inês cobre parte da nossa literatura até ser engolido pela encenação da justiça e pela detenção e suplício de dois dos assassinos da rainha que não chegou a sê-lo (um terceiro conseguiu fugir para França) – o Canto III de ‘Os Lusíadas’ trata-o como um drama nacional quase shakespeareano. Mas Fernão Lopes (que nasceu na década de oitenta do século XIV, em plena crise de 1383-1385, e deve ter morrido por volta de 1460) é a nossa fonte histórica por natureza, e o seu modelo é o de uma clareza brutal, que começa com a declaração do próprio D. Pedro – a de que, antes de ser rei, “recebera por sua mulher lídima, por palavras de presente, como manda a santa igreja, Dona Inês de Castro”. O que se segue em três capítulos é a história de uma vingança e da absolvição do rei, que no final é elogiado: “Tais dez anos nunca houvera em Portugal como estes em que reinara el-Rei D. Pedro.”

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