O que têm em comum Marylin Monroe, Catarina Furtado, Cindy Crawford, Sílvia Alberto, Victoria Beckhman, Marisa Ferreira e Alexandra Lencastre? Um sinal na cara que lhes dá um charme irresistível
A apresentora do “Flash” (SIC), Sílvia Alberto, 21 anos, tem um sinal na cara. Sucedeu a Catarina Furtado, outra apresentadora cujo rosto é marcado pela beleza de um sinal. Coincidências? Sílvia diz que às vezes é conhecida como “aquela miúda que tem um sinal”. Nasceu e identifica-se com esta ‘marca’. “Convivo com o meu sinal normalmente, tal como com as restantes partes do rosto, e acredito que até pode ser uma forma de me identificarem”, revela. Nos seus trabalhos (em ‘spots’ publicitários ou na televisão) nunca lhe sugeriram que retirasse o sinal: “Penso que as pessoas até acham uma certa graça”, sublinha. E, sem ser por razões médicas, haveria alguma razão que a convencesse a retirar o seu sinal? “Não! É meu e vive comigo”, remata de forma divertida.
Os mitos de beleza e em especial os relacionados com o rosto, sempre atormentaram as mulheres. Houve um tempo em que se passava o cabelo a ferro para que este ficasse liso; outro em que se arranjavam as sobrancelhas para que ficassem tão fininhas como as das actrizes de Hollywood. E houve ainda a época em que “estava na moda” ter-se um sinal na cara, talvez porque nos idos anos 20, em Paris, as meninas andavam de sinal.
Certo é que muitas das grandes divas do seculo XX – como Marylin Monroe ou Madonna – sempre fizeram questão de realçar esta marca. Mais: elas também são famosas por causa ‘dessa’ marca.
Catarina Fortunato de Almeida nasceu com um sinal no queixo e ao longo dos anos foi sendo vigiada. “Fui e sou muitas vezes aconselhada a tirá-lo”, refere. E porquê? “As pessoas acham que é inestético. Oiço imenso esse comentário, mesmo em conversas de café. Mas acredito que o meu sinal é bonito, é uma imagem de marca, faz parte de mim”, confessa.
Mesmo se por razões profissionais fosse aconselhada a retirar a sua “marca” não o faria. “Não há trabalho nenhum que me faça retirá-lo da cara”, esclarece.
COMPLEMENTO ESTÉTICO
Com mais de 25 anos de experiência como cirurgião plástico, Biscaia Fraga tratou de inúmeras pacientes que retiraram ou colocaram um sinal no corpo, em especial no rosto e/ou pescoço. “Os sinais estáveis são planos e pela sua cor, aspecto e morfologia não inspiram cuidados médicos a não ser a vigilância. Estes sinais ou por vezes pequenas marcas de nascença – quando estão no rosto – podem ser um complemento estético da mulher”, refere o médico. Prosseguindo: “Há mulheres a quem um sinalzinho na face fica bem. Mas já retirei muitos, por exemplo na pálpebra ou na ponta do nariz”, conta.
E os homens? Será que eles têm as mesmas preocupações estéticas que elas? “Relativamente aos sinais não me parece. O que acontece é que como os homens fazem a barba todos os dias, se tiverem um sinal que os incomode nessa zona da face, acabam por tirá-lo”, relata .
A ex-Miss Portugal e ex-“BBF2” Marisa Ferreira possui, um sinal por baixo do queixo. “Desde pequenina que me recordo de me ver com o sinal e gosto dele, acho que é engraçado”, conta. “Quando sou maquilhada, por vezes gostam de o realçar”, acrescenta. E se, por razões profissionais, tivesse que o retirar? “Com as novas tecnologias e com maquilhagem consegue fazer-se ‘desaparecer’ um sinal. Não me importava porque saberia que era momentâneo. Findo o trabalho, retirava a maquilhagem e voltava a tê-lo. Jamais o tiraria para sempre”, garante.
TER OU NÃO TER?
Joca, 25 anos, ex-manequim da Elite, viveu uma situação curiosa. Até aos 22 anos sempre conviveu com um sinal ao pé do lábio. Todos o conheciam assim. No entanto, ao entrar no universo da moda, teve que eliminá-lo. “Na agência aconselharam-me vivamente a tirar o sinal da cara. Disseram que ficaria com um rosto mais comercial e que se o tirasse, teria mais oportunidades de trabalho”, conta. E assim foi. “Recorri a um cirurgião especializado em estética do rosto e retirei o meu sinal”.
Passaram apenas três anos e Joca decidiu deixar a moda. O sinal, esse, ficou mesmo pelo caminho.
A nível internacional, existem imensas mulheres famosas que convivem diariamente com um sinal no rosto: Victoria Beckman, Priscila Fantin, Cindy Crawford e Sherly Crow são apenas alguns dos exemplos. Em qualquer dos casos, essa marca que cresceu com elas é também uma marca de sucesso. Ao contrário do que aconteceu com Joca, o ex--manequim da Elite, nunca se ouviu dizer que Cindy Crawford fosse aconselhada a retirar o seu belo sinal.
Quando se é actriz, é-se obrigada a transformações frequentes – e mais ou menos radicais – para dar corpo a diferentes personagens. Assim, é frequente ter que engordar ou emagrecer, pintar o cabelo, cortá-lo, usar lentes ou óculos. Mas quase nunca se retiram sinais. Veja--se o caso de Alexandra Lencastre – fiel ‘portadora’ do seu mais que visível sinal – ou da apresentadora e actriz Catarina Furtado.
Personalidade Para o estilista João Branco, o facto de uma mulher ter um sinal no rosto é “como qualquer outra característica física, algo de que se pode tirar partido”. E lembra: “Há algumas décadas, as mulheres punham um grãozinho de pólvora debaixo da pele e deixavam cicatrizar para ficarem com um sinal. E hoje? “Penso que deixou de ser uma regra da moda. É uma escolha individual directamente relacionada com a personalidade”, remata. Indiferente à moda, é necessário ter em atenção factores de risco (ver caixa). Porque um sinal de sonho pode “virar” pesadelo.
SINAIS DE ALERTA
Se tem um ou mais sinais de nascença (em qualquer parte do corpo) lembre-se que estes devem ser imediatamente observados pelo médico se:
a) mudarem de cor
b) aumentarem de tamanho
c) começarem a sangrar
d) fizerem ferida e não cicatrizarem
Se lhe aparecer um sinal no lábio inferior consulte logo o seu médico, porque pode estar perante um carciroma espino-solar. Estas “marcas” surgem com incidência nos fumadores (cigarros, charutos, cachimbo...) e em pessoas que se expõem bastante aos raios de sol (como os pescadores, por exemplo).
CUIDADOS BÁSICOS
A especialista da área de beleza Maria do Céu Avelar adverte sobre os cuidados a ter quando se tem um sinal na cara ou em qualquer outra parte do corpo: “É fundamental ser vigiado por um médico. E mesmo que não haja qualquer problema, é preciso não esquecer que, na praia, se deve pôr ecrã total na zona do sinal e evitar o sol entre as 11h00 e as 16h30”, aconselha. Muitas vezes, e em especial se a marca é na face, não se lhe atribui muita importância. “Mas é indispensável que se utilizem produtos adequados no rosto, e em particular na zona do sinal, durante todo o ano”, salienta.
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