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Artigo exclusivo

Nem a espada de Simón Bolívar valeu a Maduro

Operação ilegal, à luz do direito internacional, foi levada a cabo por forças especiais norte-americanas pôs num ápice fim ao governo de Maduro. Nem o 'pajarito chiquitico' lhe valeu.

11 de janeiro de 2026 às 01:30

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Operação dos EUA
Operação dos EUA Matias Delacroix/AP
Operação dos EUA
Operação dos EUA Direitos Reservados
Fim de Maduro teve aplausos, mas também duras críticas
Fim de Maduro teve aplausos, mas também duras críticas Ronald Pena R/EPA
Xi Jinping na Venezuela em 2013. Regressou à América Latina no ano passado
Xi Jinping na Venezuela em 2013. Regressou à América Latina no ano passado Ding Lin/Ap
Em solo americano, Nicolás Maduro foi exibido como um troféu
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Foi como tivessem entrado no Pentágono e levado o presidente do País. O Forte Tiuna é um complexo com 10 mil habitações para militares e autoridades, e além de abrigar o comando do exército, é sede do Ministério do Poder Popular para a Defesa, e alberga academias e centros militares. É o coração da Defesa da Venezuela. Não é claro que o presidente lá vivesse permanentemente, mas é certo que uma vez lá dentro estava rodeado por militares. A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da Reuters. No último dia 25 de novembro, Nicolás Maduro participou no pátio da Honra da Academia militar da Venezuela, onde exibiu, eufórico, a espada de Simón Bolívar, o contemporâneo de Napoleão e de George Washington que foi o líder revolucionário do projeto de uma grande federação, a Gran Colombia (1821-31), cujo sonho esteve na génese na independência do domínio espanhol da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Bolivar e seus partidários opunham-se aos colonizadores europeus e almejavam à criação de uma grande confederação, um pouco à semelhança do que acontecia a norte do continente. O movimento chavista, criado por Hugo Chávez, que venceu em 1999 as eleições ao democrata-cristão Rafael Caldera, autointitula-se como “revolução bolivariana” e há décadas que se apropriou do simbolismo de Bolívar.

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