page view

Artigo exclusivo

O inferno aqui tão perto

A extinção dos governos civis, em 2011, foi um grave erro.

08 de fevereiro de 2026 às 00:30

Tal como os náufragos de 'A Tempestade', as pessoas que sofreram o impacto da depressão Kristin terão pensado que o inferno ficara vazio e todos os demónios lhes teriam batido à porta na madrugada de 28 de janeiro. Não menos dramática do que a shakespeariana, a nossa tempestade poderá ser classificada como uma "ciclogénese explosiva", com rajadas de vento a superarem 200 km/h, causando oito mortos, cortes massivos no abastecimento de água e eletricidade e danos graves em prédios, estradas e estruturas públicas ou empresariais. Apesar de o fenómeno ter sido antecipado, a prevenção não parece ter sido muito bem-sucedida e a resposta não foi tão rápida quanto seria desejável. No plano político, sentiu-se a falta de responsáveis no terreno, só colmatada com a aparição do Presidente da República, bem como a ausência de uma mensagem coerente, que apenas foi corporizada pelo primeiro-ministro em 1 de fevereiro. Ora, tanto a presença como a comunicação são relevantes em cenários de catástrofe.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8