Na cúria romana, Portugal faz-se representar por um cardeal, um arcebispo, quatro monsenhores e cinco padres.
Adoro esta cidade. O meu espírito e o meu coração estão em todas as ruas de Roma". O padre Mário Rui de Oliveira é um dos onze clérigos portugueses que trabalham na Santa Sé e, "se tudo correr bem", dificilmente voltará à arquidiocese de Braga, de onde saiu há quase três anos.
Aos 37 anos, doutorado em Direito Canónico, é oficial do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a mais alta instância jurídica da Igreja Católica.
É ali que vão ter casos de litígio entre padres e bispos, ou entre paróquias e dioceses. Também os processos de nulidade dos casamentos têm de ser aprovados neste tribunal, já que, no nosso País, o casamento católico tem efeitos civis.
"Em termos gerais, o meu trabalho consiste em organizar e fundamentar os processos que depois são apreciados e decididos pelos juízes, que são sempre arcebispos ou cardeais", explica.
O padre Mário Rui de Oliveira é também professor de Filosofia do Direito, na Pontifícia Universidade Urbaniana. "É uma actividade que ajuda a realizar-me", afirma este sacerdote de Braga .
CARDEAL PORTUGUÊS
Ao todo, neste que é o mais pequeno Estado do Mundo, trabalham quase duas mil pessoas, sendo os clérigos mais de 1200.
O mais importante dos portugueses é, sem dúvida, o cardeal D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos. Está em Roma há quase seis décadas.
Foi para a Cidade Eterna ainda como seminarista e foi lá que se ordenou. Doutorou-se em teologia, foi convidado para dar aulas na Pontifícia Universidade Urbaniana e por lá ficou, até chegar a reitor. Foi, aliás, o primeiro português - e único até agora - a ocupar o cargo de reitor de uma universidade pontifícia.
Em 1988 o Papa João Paulo II ordenou-o arcebispo e nomeou-o secretário da Congregação para a Educação Católica. Foi o primeiro português a atingir um posto tão elevado na Cúria Romana. O segundo foi, há cerca de um ano, o arcebispo D. Manuel Monteiro de Castro.
Mas D. José Saraiva Martins, definido por quem o conhece como "um homem pleno de virtudes", haveria de chegar ao topo da pirâmide hierárquica. Em 1998 foi nomeado prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e, em 2001, elevado à dignidade de cardeal-diácono.
Já com 76 anos, pediu ao Papa renúncia do cargo, tendo passado a prefeito emérito da Congregação. Em Fevereiro de 2009, num acto de gratidão, o Papa Bento XVI nomeou D. José cardeal-bispo, algo a que muito poucos purpurados conseguem ascender. Há apenas sete no Mundo. "Esta nomeação foi um acto de grande generosidade do Santo Padre, que eu não merecia", confessou D. José.
O MAIS PODEROSO
No ano passado Bento XVI nomeou o arcebispo Manuel Monteiro de Castro secretário da Congregação para os Bispos.
Natural de Prazins, Guimarães, este diplomata, que foi, na última década, núncio apostólico de Madrid, é agora o português com as mais altas tarefas executivas em Roma.
"Eu estou sempre pronto a servir a Igreja. Quando me ordenei, há quase meio século, coloquei-me ao dispor e assim continuo. É claro que eu preferia voltar à minha terra, mas os caminhos de Deus apontaram outro destino", diz D. Monteiro de Castro, que tem a tarefa de "nomear" os bispos para todo o Mundo.
Mas, há poucos meses, o arcebispo português foi também nomeado secretário do Colégio dos Cardeais, o que quer dizer que, em caso de conclave, será o primeiro saber o nome do futuro Papa. Tudo indica que, até meados do ano que vem, chegue a cardeal.
Para além de D. Saraiva Martins e de D. Monteiro de Castro, há outro português que quase todos os dias fala com o Papa. É o monsenhor José Avelino Bettencourt. Nascido nos Açores em 1962, cedo foi com a família para Otava, no Canadá. E foi lá que se ordenou padre em 1993.
Integrou o corpo diplomático do Vaticano em 1999 e, em 2002, foi colocado na segunda secção da Secretaria de Estado. "Estou na área das relações da Igreja com os Estados. No meu caso, estados de África e de língua portuguesa", explica o presbítero, sublinhando "o muito que este Papa tem feito por Portugal e pela língua portuguesa".
Em 2007 monsenhor Bettencourt foi chamado a servir na antecâmara pontifícia (composta por apenas quatro elementos), passando a falar "quase todos os dias" com o Papa. "A minha função é receber as individualidades que têm encontro marcado com o Santo Padre e conduzi-las até Sua Santidade", explica o luso-canadiano.
Na secretaria de Estado do Vaticano, mais concretamente na primeira secção (relações internas), trabalha outro português: o monsenhor António Ferreira da Costa. Natural de Vila do Conde, arquidiocese de Braga, tem 55 anos e está em Roma há 20.
"No fundo, o que nós fazemos é traduzir documentos", diz o sacerdote, que raramente é visto fora dos muros do Vaticano. "Esta é a nossa missão. Moro perto do local de trabalho, não tenho grande necessidade de sair", explica o monsenhor Ferreira da Costa.
É claro que este alto funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano não se limita a traduzir papéis. Como diz o padre José Fernando Caldas Esteves, que é oficial da Congregação para a Educação Cristã, "é a sua humildade que o leva a definir-se como um simples tradutor".
O padre José Caldas tem 36 anos, é natural de Melgaço, Viana do Castelo. Está em Roma "com o objectivo de voltar à terra". Explica porquê: "Gosto de cá estar, mas o que pretendo é paroquiar em Melgaço", afirma o presbítero que, mesmo em Roma, não passa sem um jogo de futebol por semana.
E se de um lado da Praça Pio XII o padre Caldas trata de processos de escolas, seminários e universidades católicas, do outro, na porta mesmo em frente, o padre açoriano António Saldanha alinha processos de santidade, na Congregação para as Causas dos Santos.
"Penso que a esmagadora maioria das pessoas vai para o Céu. Mas a caminhada para Deus é como o percurso escolar, há os que passam com 9,5 e os de nota 20. Estes são os santos", diz o sacerdote de 41 anos, que tem por lema a obediência, e assegura que foi a obedecer que chegou a Roma.
Mesmo ao fundo da Via da Conciliazione ficam as instalações da Rádio Vaticano, onde, há mais de 30 anos, trabalha o padre José Maria Pacheco. Sabe que as notícias que faz são ouvidas sobretudo em África e assegura que, para além de o ter realizado profissionalmente, o trabalho de jornalista católico cimentou a sua vocação sacerdotal. "Já sou mais romano do que português, mas quero voltar para Portugal", assegura.
Em Roma, a Igreja portuguesa tem um templo, um instituto e um colégio. Ao lado do Vaticano está o Pontifício Colégio Português. O reitor é o monsenhor José Cordeiro, um presbítero da diocese de Bragança (o único que não foi possível fotografar).
O Instituto Português de Santo António, que circunda a Igreja de Santo António dos Portugueses, mesmo no coração histórico de Roma, é, desde 1995, dirigido pelo monsenhor Agostinho Borges. Homem de cultura, amante da música, fez desta vetusta igreja uma referência cultural da cidade. "Os concertos de órgão aos domingos estão sempre cheios. É certo que também temos aqui o melhor órgão de tubos de Roma", diz o clérigo.
Um dos apreciadoresdestes concertos é o padre Fernando Matos, conselheiro eclesiástico da Embaixada de Portugal junto da Santa Sé. Dos clérigos que trabalham em Roma, foi o último a chegar - há cerca de dois anos. Tem 49 anos, é natural de Mateus, Vila Real, e diz que está a gostar "imenso" desta nova experiência, após cerca de 25 anos de actividade como pároco.
São poucos os clérigos portugueses que trabalham em Roma, mas nunca foram tantos.
NOVE DOS ONZE PORTUGUESES DE ROMA
1- Padre António Saldanha, 41 anos, natural dos Açores.
2- Monsenhor José Avelino Bettencourt, 50 anos, natural dos Açores.
3- Monsenhor António Ferreira da Costa, 56 anos, natural de Rio Mau, Vila do Conde.
4- Padre Mário Rui de Oliveira, 37 anos, natural de Joane, Vila Nova de Famalicão.
5- Arcebispo D. Manuel Monteiro de Castro, 72 anos, natural de Prazins, Guimarães.
6- Cardeal D. José Saraiva Martins, 78 anos, natural de Gagos de Jarmelo, Guarda.
7- Monsenhor Agostinho Borges, 52 anos natural de Vila Real.
8- Padre José Caldas Esteves, 36 anos, natural de Melgaço, Viana do Castelo.
9- Padre Fernando Matos, 49 anos, natural de Mateus, Vila Real.
"ROMA É UMA ESQUIZOFRENIA" (Juan Maria Laboa Gallego)
Juan Maria Laboa Gallego, 70 anos, sacerdote desde 27 de Dezembro de 1962. É licenciado em Filosofia e Teologia e doutorado em História da Igreja. Escreveu o livro ‘História dos papas", editado em Portugal pela Esfera dos Livros.
- O que sabe da vida actual no Vaticano?
- Muitas coisas, vivi 12 anos em Roma. A Igreja é a única sociedade da história da humanidade que abarca culturas distintas, povos distintos, raças distintas, com uma lei igual. Isso é quase impossível. Imagina uma lei igual para Portugal, Espanha, EUA, Argentina, como Governo? A Igreja é uma sociedade hierárquica-anárquica. E é contraditório? Não é. É uma sociedade com uma lei, com um papa que tem um certo poder e certas exigências para toda a Igreja e, ao mesmo tempo, cada povo vive um pouco como pode. Então, o governo dessa sociedade tão multiforme, tão contraditória, tão complicada, tem que ser um pouco esquizofrénico. E assim é Roma. É esquizofrénica por dois motivos: em Roma há grandes santos - São Francisco de Assis e mil santos mais importantes - e há grandes pecadores, muitos sem vergonha, pode ser um papa, um cardeal, laicos, etc. Porque o número dos santos é pequeno e o número dos sem vergonha é grande na sociedade. Roma é uma esquizofrenia porque se junta tudo, através de gente que vem de todos os países.
- Neste momento é importante que os papas visitem as igrejas e que as conheçam com calma - é verdade que as viagens do papa são demasiado rápidas. Mas cada viagem pressupõe uma preparação de meses. Desde há três meses que estão a explicar ao papa como é Portugal, como está a cultura, o cristianismo. É importante que quando ele cá chega, toda a gente o veja porque é uma maneira de fazer a Igreja mais universal - mas não por decreto - por convivência. Também é importante que o papa quando vai a uma igreja se dê conta das exigências que tem essa igreja e essa sociedade. As viagem do papa têm que ser menos protocolo e mais envolvimento com as pessoas.
- Não. Em Portugal diz-se que Dâmaso era português; em Espanha diz-se que era espanhol. Não era nem português nem espanhol, era romano. Há uma lenda que diz que era hispânico e que foi a Roma e que lá o elegeram papa. Mas não. Já agora, sobre João XXI dizia-se na Universidade de Madrid que como era o primeiro português, atribuíram-lhe tal importância, que ocupou o posto de dois papas. Porque nesse momento houve um equivoco e saltaram do João XIX para o João XXI, não existe João XX - ele é os dois simultaneamente.
- Elegeram um papa não sacerdote, mas ordenaram-no. O papa tem que ser necessariamente bispo - é o bispo de Roma. Então, os cardeais no conclave, podem eleger qualquer cristão não casado. Se não é sacerdote, depois de o elegerem, ordenam-no sacerdote e bispo. Nesta época, muitos papas eram eleitos pelos políticos de Roma, entre os seus servos laicos, e assim os ordenavam.
- Não estava casado.
- A maioria dos filhos, teve-os antes de ser papa. Só lhe são atribuídos dois filhos enquanto papa. Vou-lhe contar um episódio. Este livro é dedicado a um grande amigo meu [José Joaquim Puig de la Bellacasa], que foi embaixador de Espanha perante a Santa Sé. Quando se iniciou, o papa era João Paulo II. E disse o embaixador ao papa: ‘A sua santidade é o primeiro papa não italiano depois do espanhol, Alexandre VI'. E o papa contestou: ‘Um mau papa'. Como os espanhóis sempre o defenderam, o embaixador disse-lhe: ‘ mas dizem-se muitas calúnias sobre ele; nem tudo é verdade'. E o papa disse-lhe: ‘era mau' - e cortou a conversa. Realmente naquele tempo eram muito políticos e pouco papas.
- Hoje não se aceitaria, há uma sensibilidade que nada tem a ver com aqueles séculos. O povo distinguia entre o homem papa e o cargo de papa - mesmo que o papa fosse um pecador e o povo não gostasse disso, ainda assim tinham-lhe grande devoção como papa. Essa distinção hoje era impossível.
- Séculos IX e X - chamados séculos negros. Toda a Europa estava muito separada. Os políticos tinham todo o poder e eles é que elegiam o bispo. E os políticos de Roma elegiam o papa. Normalmente elegiam não um santo ou uma grande personalidade, mas alguém que servisse os seus interesses. A maioria desses papas foram imorais ou gente de muito pouca classe.
- Não me surpreendeu, convenceu-me que no cristianismo o pecado e a graça convivem, a generosidade e a graça convivem. Sabemos o que Cristo quer, mas o bem e o mal estão dentro de nós mesmos. Houve papas santos extraordinários, mas também houve outros indignos ou medíocres.
- São distintos: de Bento XVI sabemos muito enquanto cardeal e pouco de papa; de João Paulo II sabemos muito dele enquanto papa. João Paulo II era um papa que curiosamente conseguiu o fervor e o entusiasmo de grande parte da humanidade. Porque motivos? Eu sei de um que me chama a atenção. Quando o elegeram, em 1978, o Mundo estava numa situação muito desconcertante e desconcertada - o comunismo estava em má situação, mas nem o capitalismo estava bem - e aparece uma cara jovem no Vaticano que diz: ‘não tenham medo'. E todo o Mundo o aceitou.
- Sim, de repente ele dá uma injecção de entusiasmo. Antes do mundo o conhecer como papa, ele já entusiasmava. Seguramente, durou muito e isso nunca é positivo. Mas durante muitos anos este foi um papa bem recebido pelo Mundo - embora não aceitassem algumas determinações morais dele. A Bento XVI aconteceu o contrário. Era conhecido como presidente do Santo Ofício. E para o mundo contemporâneo, o Santo Ofício sempre foi uma coisa negativa e identificavam-no com isso, sem se darem conta de que o Santo Ofício o que faz é o que quer o papa. Por isso é que a Bento XVI se atribui um peso negativo, que se deve em parte a João Paulo II. Pessoalmente acho que Bento XVI foi eleito já com muita idade. Em 2005, com a Igreja numa situação muito complicada, eleger um homem com 80 anos é um mau princípio. Mas dito isto, ele não fez grandes coisas. Pôs um pouco de ordem, deparou-se com o enorme problema dos pedófilos - mas que na minha opinião se encontrou nele o bode expiatório de algo pelo qual não é responsável. Um problema que já existia no tempo de João Paulo II. Porque é que se lhe atribui a ele a culpa de algumas coisas que se deveria perguntar primeiro se João Paulo II as conhecia e se conhecia porque não as denunciou? Bento XVI foi o primeiro a dizer claramente - e teria que o fazer - que a Igreja não pode aceitar nem ocultar nada sobre este tema. Mas muitas pessoas não reconhecem isto.
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