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“Sinto o mesmo entusiasmo que tinha em adolescente”, diz Rita Ribeiro

Tem 63 anos mas não se sente com essa idade. A atriz prepara-se para homenagear Bocage numa peça.

22 de julho de 2018 às 00:30

Vai estrear a peça de teatro ‘Bocage’. Todos os homens deveriam ter um pouco de Bocage?

Sim. Partindo do nosso ponto de vista, de que Bocage é o mais honesto homem para se amar, acho que sim, porque na realidade ele não mentia. Era genuíno. Acho que todos os homens têm um pouco de Bocage mas mentem! Este espetáculo é um brinde a Bocage pela sua honestidade.

Lançou uma campanha de angariação de fundos para poder fazer esta peça. Porquê?

Para podermos continuar a fazer os nossos espetáculos e a cumprir os nossos sonhos não temos apoio. Se não conseguirmos a verba, eu e uns amigos vamos investir dinheiro nosso.

Tem 63 anos, mas poucos lhe reconhecem essa idade. A juventude é essencial para se ter sucesso?

Eu sinto-me uma pessoa de sucesso e sinto-me jovem. Não sinto nada a idade que tenho, sinto o mesmo, ou mais, entusiasmo que tinha quando era adolescente. Sinto que parece que voltei à adolescência. Por aquilo que vou lendo na poesia e na prosa, fala-se muito nisso, no retorno à adolescência, e de quase não se ter a certeza de nada. É isso que me acontece.

Faz teatro, televisão, canta e cozinha bem. O que a faz mais feliz?

Acordar todos os dias para um novo dia e recriar o meu dia e a minha vida, é isso que me faz feliz. Ser útil, fazer aquilo que gosto, ter os que amo perto.

Tem fibromialgia e já foi criticada pela forma como lida com a doença. Percebe as críticas?

Quando isso me foi dito, eu melhorei tanto o meu estilo de vida, que acabou por torná-la melhor. Isso gerou polémica, porque as pessoas não gostam que as coisas mudem, que é o contrário da minha perspetiva.

Já alguma vez foi assediada por alguém que tinha o poder de lhe dar um trabalho?

Se isso aconteceu, está perdoado e já apaguei da minha memória.

Tem duas filhas com 22 anos de diferença. Como é ser mãe aos 20 e aos 42?

Fui mãe aos 20 anos naquela inconsciência de que a vida é um dado adquirido e de que é tudo nosso. A perspetiva de ser mãe foi diferente. Aos 42 anos eu já tinha a consciência de que os filhos nos escolhem. O nascimento da Maria veio acrescentar muita coisa à minha vida, o da Joana também, mas eu não fui a mesma mãe aos 20 que fui aos 40, e isso tem as suas consequências.

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