Aumentos no gasóleo penalizam mais famílias e empresas

Gasóleo aumenta esta segunda-feira oito cêntimos por litro e gasolina sete cêntimos, com os descontos do Governo aplicados. No ano passado foram consumidos cerca de quatro mil milhões de litros de gasóleos rodoviários.

16 de março de 2026 às 01:30
Conflito no Médio Oriente tem tido impacto nos recentes aumentos dos preços dos combustíveis Foto: António Pedro Santos/Lusa
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O preço dos combustíveis aumentam significativamente a partir desta segunda-feira, com o gasóleo simples a disparar cerca de oito cêntimos por litro e a gasolina simples 95 à volta de 7 cêntimos por litro, aplicando-se já os descontos aprovados pelo Governo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP). Desta forma, com base nos valores divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o litro de gasóleo deverá rondar os 1,919 euros e a gasolina simples 1,847 euros. Apesar desta previsão o preço dos combustíveis dependerá sempre de cada posto de abastecimento, da marca e da zona onde se encontra.

Os mais recentes aumentos dos combustíveis, devido ao conflito no Médio Oriente, tem particular impacto no bolso de empresas e famílias com automóveis a gasóleo. É que o seu preço supera já o da gasolina, num contexto em que consumo deste combustível é mais do dobro do da gasolina em Portugal.

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O total de gasóleos rodoviários consumidos o ano passado atingiu praticamente quatro mil milhões de litros, enquanto o da gasolina se fixou em pouco mais de 1,6 mil milhões de litros, de acordo com o balanço divulgado pela Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE).

Decomposição dos preços dos combustíveis

As vendas cresceram 3,06%, com especial destaque para as gasolinas rodoviárias que registaram uma subida de 8,24%, enquanto as vendas dos gasóleos cresceram apenas 1,07%. A subida “mais robusta da gasolina” está associada à alteração no perfil de aquisição de novos veículos automóveis, nomeadamente com o incremento nas motorizações a gasolina, especialmente na vertente hibrida, justifica a ENSE.

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À semelhança dos anos anteriores, manteve-se a predominância da venda de combustíveis simples com 68,79% na gasolina simples e de 59,44% no gasóleo simples, contabiliza aquela entidade. 

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