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Governo manterá mecanismo de desconto nos combustíveis se aumentos forem acima de dez cêntimos

Ministro da Presidência prestou declarações no final do Conselho de Ministros e defendeu que o Governo "não precisa de mudar o regime agora, porque o regime continua em aplicação".

12 de março de 2026 às 17:08

O Governo vai manter o mecanismo de descontos nos combustíveis se os aumentos na próxima semana forem acima de dez cêntimos, assegurou esta quinta-feira o ministro da Presidência.

António Leitão Amaro falava no final do Conselho de Ministros e defendeu que o Governo "não precisa de mudar o regime agora, porque o regime continua em aplicação".

"Mantemos inalterado o regime como foi aprovado, existe um mecanismo de devolução para garantir que o Estado não fica a ganhar: devolvemos impostos a mais, a partir do momento em que aumento ultrapassar dez cêntimos por litro", disse.

O Governo anunciou na sexta-feira passada uma "redução temporária e extraordinária" de 3,55 cêntimos por litro no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao gasóleo rodoviário, depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter sinalizado que o executivo avançaria com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verificasse um aumento de 10 cêntimos.

Esta quinta-feira, o ministro Leitão Amaro salientou que o Governo anunciou este mecanismo de desconto logo no início do novo conflito no Irão, mas deixou um aviso, aparentemente dirigido à oposição parlamentar.

"A propósito de toda a discussão sobre as medidas relativas ao custo de vida, é preciso que não se entre nem na lógica do leilão irresponsável, nem no leilão contraproducente, isto é, medidas que acabam por não proteger os consumidores, acabam a proteger operadores", disse.

O ministro defendeu que "as pessoas precisam de previsibilidade", considerando que esta passa pela continuação da aplicação do mecanismo definido na semana passado.

"Existe um mecanismo de devolução para garantir que o Estado não fique a ganhar à conta dos contribuintes porque os preços aumentam. Portanto devolvemos os impostos a mais através de um desconto no imposto sobre os combustíveis, a partir do momento em que o aumento ultrapassou ou ultrapassar os 10 cêntimos no preço por litro", precisou.

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