Balão de oxigénio para travar despedimentos
Novo mecanismo só contempla reduções de horário mas Estado paga uma parte das horas.
O layoff simplificado vai dar lugar ao apoio à retoma progressiva, uma espécie de balão de oxigénio para travar despedimentos até dezembro. Para além de manter postos de trabalho, pondo fim à suspensão dos contratos, a nova medida introduz apoios para que os trabalhadores sujeitos a horário reduzido recebam, pelo menos, 77% do salário a partir de agosto.
Esta é uma “nova fase”, sublinhou a ministra do Trabalho no final do Conselho de Ministros. O novo regime prevê assim o pagamento das horas não trabalhadas pelos trabalhadores já saídos do layoff simplificado mas em redução de horário. As candidaturas são mensais e disponíveis a partir da próxima semana.
Segundo Ana Mendes Godinho, a Segurança Social comparticipará em 70% as horas não trabalhadas, pagando a empresa o restante. O apoio garante que o trabalhador receba 77% da retribuição de agosto a setembro e 88% de outubro até a dezembro.
As empresas podem também, a partir de sexta-feira, candidatar-se ao apoio à retoma que paga de um e dois salários mínimos por trabalhador que saia do layoff mantendo o emprego.
Foi ainda criado um apoio excecional para empresas com quebra de faturação igual ou superior a 75%, sobretudo as ligadas ao turismo, com apoios idênticos às horas não trabalhadas. O layoff simplificado só se manteve para empresas que têm de continuar fechadas por força da lei ou que ainda esgotaram pedidos de prorrogação.
Famílias pouparam 157,5 mil milhões
Os portugueses tinham depositado nos bancos, no final de junho, 157,5 mil milhões de euros, de acordo com dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal. Trata-se de mais 6,2% face ao mesmo período do ano anterior.
Crédito às empresas regista máximos
O valor total de empréstimos a empresas atingiu os 70,872 mil milhões de euros no final de junho, o valor mais elevado desde setembro de 2018, segundo o Banco de Portugal. Este volume representa um aumento de 1,6% face a maio e mais 0,92% do que no mesmo mês de 2019. O crédito malparado nas empresas representava, em junho deste ano, 4,1% do crédito total, abaixo dos 4,3% de maio e dos 7,2% de período homólogo de 2019.
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