Bolsas europeias em alta apesar do receio dos investidores quanto à inflação

Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,36% para 612,38 pontos.

19 de maio de 2026 às 09:48
Bolsas europeias Foto: RONALD WITTEK/lusa
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As principais bolsas europeias abriram esta terça-feira em alta, apesar do receio dos investidores quanto ao impacto que os altos preços da energia possam ter nos dados da inflação.

Cerca das 08h30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,36% para 612,38 pontos.

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As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,50%, 0,58% e 0,51%, bem como as Madrid e Milão, que se valorizavam 0,20% e 0,04%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir ligeiramente, 0,02%, para 9.143,95 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos).

Entretanto e enquanto continua sem haver avanços nas negociações entre Washington e Teerão, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em julho, descia 1,57% para 110,34 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, baixava 0,78% para 103,57 dólares.

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O gás natural para entrega em junho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 0,60% para 50,55 euros por megawatt-hora (MWh).

No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos recuava ligeiramente para 3,145%, depois de ter fechado em 3,147% na sessão anterior.

O euro estava em baixa e descia 0,22% para 1,1630 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

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O Brent moveu-se na segunda-feira na faixa entre 107 e 113 dólares o barril entre rumores de diálogo no Médio Oriente (com uma reabertura gradual do estreito de Ormuz, uma congelamento a longo prazo do programa nuclear iraniano em vez de um desmantelamento completo e com a transferência do urânio enriquecido para a Rússia), que depois deram lugar às dúvidas sobre um acordo iminente depois de a Casa Branca considerar muito insuficiente a última proposta de Teerão.

Num comunicado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que, a pedido do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, não realizaria o ataque ao Irão que tinha previsto para esta terça-feira e que o adiaria por dois ou três dias, considerando os líderes desses países que há negociações sérias que resultarão num acordo aceitável para todas as partes.

Caso contrário, Trump ameaça novamente com um grande ataque.

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O Irão advertiu esta terça-feira os EUA para não cometerem um "erro de cálculo" novamente e que as suas Forças Armadas têm "o dedo no gatilho" para responder de maneira "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão.

À mesma hora em Lisboa, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam para recuos de 0,04% e 0,15%, respetivamente.

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram na segunda-feira mistos, com um avanço do Dow Jones de 0,32% e um recuo do Nasdaq de 0,51%.

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Na Ásia, o índice Nikkei de Tóquio caiu 0,44%, depois de ser divulgado que o produto interno bruto (PIB) do Japão cresceu 0,5% entre janeiro e março devido à recuperação do consumo e ao aumento das exportações.

O índice de referência da bolsa de Xangai subiu 0,92%, o da de Shenzhen 0,26% e o Hang Seng de Hong Kong subia 0,61% no final da sessão.

Por sua vez, os metais preciosos estão em baixa, com uma descida de 0,43% no caso do ouro, para 4.547,14 dólares a onça, e um recuo de 2,18% no caso da prata, para 75,0211 dólares.

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Em relação às criptomoedas, a bitcoin sobe 0,20% para 77.011,90 dólares.

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