FMI insiste nos cortes de pensões de reforma

Instituição diz que é preciso reduzir mais funcionários públicos.

31 de janeiro de 2015 às 09:40
FMI, Subir Lall Foto: Miguel A. Lopes / Lusa
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É preciso cortar mais nas pensões?

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É preciso cortar mais nas pensões?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que a austeridade em Portugal ainda não acabou. É urgente cortar mais nas pensões, em especial nos reformados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) que, segundo aquela instituição, "recebem pensões desproporcionadamente altas em relação aos pensionistas da Segurança Social".

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No relatório da primeira avaliação pós-troika, o fundo defende que o Governo deve adiar ao máximo a reposição dos salários na Função Pública. Criticando o fim da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), aplicada sobre os pensionistas, a instituição pede "ambição", para fazer uma reforma estrutural dos sistemas de previdência.

Em conferência de imprensa a partir de Washington, o chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, pediu ainda mais facilidade para despedir em Portugal. No relatório do Fundo, os técnicos criticam ainda a subida do salário mínimo dos 485 para os 505 euros, argumentando que esta medida tem efeitos perversos, criando mais desemprego.

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Sobre o facto do Tribunal Constitucional ter chumbado várias medidas relacionadas com as pensões, o FMI diz que "há uma janela de oportunidade até 2016 para uma reforma estrutural".

Na Função Pública, o FMI pede ainda "poupanças mais ambiciosas de redução ou eliminação de suplementos salariais" e mais saídas, seja por rescisões amigáveis ou pela requalificação. Subir Lall disse que o atual "ciclo político não é indiferente para a avaliação do FMI", e acrescenta "que é difícil fazer reformas estruturais, num ano em que se realizam eleições legislativas". 

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