Furo no Algarve tem luz verde ambiental

Agência do Ambiente dispensa estudo de impacte ambiental na pesquisa de petróleo.

17 de maio de 2018 às 08:29
Governo anunciou que até final da legislatura não autoriza novas prospeções Foto: Lusa
Governo anunciou que até final da legislatura não autoriza novas prospeções Foto: Lusa
Governo anunciou que até final da legislatura não autoriza novas prospeções Foto: Lusa

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O consórcio Eni/Galp pode fazer o furo de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur a partir de 15 de setembro. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) dispensou o projeto de avaliação do impacte ambiental pelo que estão reunidas todas as condições para a pesquisa. Os ambientalistas, partidos e autarcas estão já a contestar a decisão.

A Agência Portuguesa do Ambiente não identificou "impactes ambientais significativos" na operação de prospeção de petróleo a cerca de 46 quilómetros da costa vicentina. A decisão teve em conta o parecer de dez entidades – entre as quais a própria APA – e nenhuma defendeu a necessidade do estudo de impacte ambiental. Apesar disso, foram elencadas cerca de 50 medidas para mitigar os efeitos da prospeção de petróleo, que tem uma duração prevista de 43 dias, excluindo a preparação em terra.

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Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Zero, Francisco Ferreira, considerou "incompreensível e lamentável" a decisão. Para o presidente da Quercus, João Branco, trata-se de "uma cedência aos interesses do consórcio em detrimento dos interesses de outros setores da sociedade".

Entretanto, o Governo anunciou esta quarta-feira que não vai aceitar, até ao final desta legislatura, novos pedidos de furos para a exploração de petróleo, para além das licenças em vigor.

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