Gastos de empresas públicas sobem mais depressa que receitas

Setor da saúde é o grande responsável pelos prejuízos das empresas públicas em 2025.

20 de maio de 2026 às 01:30
Ministério das Finanças Foto: Direitos Reservados
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As receitas das empresas não financeiras do estado cresceram 7,6% em 2025, para 23,6 mil milhões de euros, mas a um ritmo inferior aos gastos, que registaram um crescimento de 10,4%, atingindo no final do ano passado 25,6 mil milhões de euros. O setor da saúde é o principal responsável pelas contas no vermelho, com os prejuízos a ascender a 2,4 mil milhões de euros, segundo informação da  Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República. 

 "O desempenho das Empresas Públicas Não Financeiras e das Empresas Públicas Reclassificadas foi o mais expressivo, na medida em que, coletivamente, o aumento dos gastos totais registado em 2025 revelou-se significativamente superior ao acréscimo da receita total alcançada no mesmo período", lê-se no apreciação económico-financeira da UTAO sobre o Setor Empresarial do Estado.  Em termos globais, os prejuízos das empresas públicas não financeiras agravaram-se o ano passado, com os resultados líquidos a passarem de 1,25 mil milhões de euros negativos para 2,03 mil milhões negativos.

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Entretanto, a Inspeção Geral de Finanças desenvolveu ações de controlo em empresas públicas, incidindo sobre um universo de 1003,7 milhões de euros, visando a avaliação da sustentabilidade económica e financeira do setor. Segundo a Conta Geral do Estado de 2025, entre as ações conta-se a “validação do pagamento de dívidas a fornecedores na sequência de entradas de capital em 42 entidades públicas empresariais do setor da saúde, no montante de 976 milhões de euros, tendo sido excluídos 506,8 mil euros por falta de evidência de conformidade com os critérios definidos”.

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