Governo antevê “redução substancial” da riqueza por habitante

Ministro da Economia apontou que o PIB por habitante deverá rondar os 80%, mas que é necessário aguardar pelos números finais do INE.

16 de julho de 2026 às 01:30
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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Face à atualização que o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) fez aos dados da população, com “um acréscimo significativo” do número de residentes em Portugal, o ministro da Economia e da Coesão Territorial admitiu que o PIB per capita (a riqueza por habitante) terá “uma redução substancial”. Manuel Castro Almeida apontou que, segundo cálculos do Governo, o PIB per capita deverá ficar “na ordem dos 80%” da média europeia. “Os números não estão ainda afinados, mas quando vierem os números finais do INE, não deixarão de estar muito distantes deste valor”, salientou esta quarta-feira o governante, na comissão de Economia e Coesão Territorial, na Assembleia da República, acrescentando que “foram 30 anos a marcar passo em matéria de PIB per capita”.

“Enquanto não estiver afinado o valor global da alteração da população e do produto, [não é possível perceber] o que aconteceu ao valor do PIB per capita e compará-lo com as médias europeias”, explicou Castro Almeida.

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Em 2025, a riqueza por habitante em Portugal, segundo os dados divulgados em março pelo Eurostat, correspondeu a 81% da média da União Europeia.

Castro Almeida referiu que a economia portuguesa registou um crescimento homólogo de 2,3% no primeiro trimestre deste ano, um aumento “substancialmente maior que a Zona Euro”, que cresceu 0,3%. O ministro destacou ainda na audição parlamentar que Portugal está “no topo da lista dos países que mais aumentaram os seus salários” no ano passado.

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