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Economia financia exterior em 2,4% do PIB no ano terminado em março

Particulares tiveram a maior capacidade de financiamento e financiaram todos os restantes setores.

10 de julho de 2026 às 13:32

A economia portuguesa financiou o exterior em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses terminados em março, tendo os particulares apresentado uma capacidade de financiamento de 4,1%, segundo o Banco de Portugal (BdP).

"No ano acabado no primeiro trimestre de 2026, o financiamento da economia ao exterior foi de 2,4% do PIB", refere o BdP num comunicado esta sexta-feira divulgado sobre as interligações entre setores nas contas nacionais financeiras e que representa uma redução de 0,3 pontos percentuais (pp) face ao ano passado.

Os particulares, o setor financeiro e as administrações públicas apresentaram uma capacidade de financiamento de 4,1%, 1,2% e 0,7 do PIB, respetivamente, enquanto as empresas não financeiras apresentaram uma necessidade de financiamento de 3,5% do PIB.

Os particulares tiveram a maior capacidade de financiamento e financiaram todos os restantes setores, em termos líquidos: o financeiro (1,3% do PIB), o resto do mundo (1,2% do PIB), as empresas não financeiras (0,9% do PIB) e as administrações públicas (0,7% do PIB).

Segundo o BdP, nas operações com o setor financeiro, destacaram-se o aumento do numerário e depósitos (3,1% do PIB) e dos valores afetos a regimes de seguros, pensões e garantias (1,6% do PIB), "parcialmente compensados pelo aumento dos empréstimos (4,4% do PIB), sobretudo para habitação".

Já os valores referentes a regimes de seguros foram "influenciados pelo aumento das reservas técnicas de seguros não vida devido aos danos provocados pelas tempestades que atingiram Portugal no início do ano".

De acordo com estes dados, o setor financeiro financiou, em termos líquidos, as entidades não residentes (4,9% do PIB), destacando-se as transações líquidas em títulos de dívida (7,1% do PIB) e em empréstimos (1,5% do PIB).

Em sentido inverso, as administrações públicas financiaram, em termos líquidos, o setor financeiro em 1,6% do PIB, "sobretudo por via da redução dos títulos de dívida pública em carteira deste setor (1,9% do PIB)", lê-se.

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