Governo hesitante na contagem do tempo nas carreiras

Executivo pondera dar a 16 carreiras solução igual à dos professores: menos de um terço do tempo de serviço.

29 de março de 2019 às 08:44
Forças Policiais Foto: Lusa
António Costa Foto: Lusa
António Costa Foto: CMTV
António Costa no debate quinzenal Foto: Lusa
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O Governo esteve perto de aprovar a recuperação de menos de um terço do tempo de serviço congelado nas carreiras dos polícias ou oficiais de justiça. O tema foi discutido, mas não aprovado, na reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros, apesar de um primeiro comunicado, divulgado pelo próprio Executivo, dar conta de que a medida tinha merecido luz verde.

Em causa está uma proposta do Governo que prevê a aplicação de uma regra semelhante à dos professores - a recuperação de menos de um terço do tempo congelado, ou seja, dois anos, nove meses e 18 dias - para as outras 16 carreiras que progridem com base no tempo de serviço. Entre elas estão as forças policiais, os magistrados, militares ou oficiais de justiça.

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A confusão instalou-se quando, numa primeira versão do comunicado publicado no portal do Governo após a reunião, se lia que "foi aprovado o decreto-lei que mitiga os efeitos do congelamento ocorrido entre 2011 e 2017" nas carreiras que progridem com base no "decurso de determinado período de prestação de serviço". O documento referia ainda que a "solução agora aprovada permite mitigar os efeitos dos sete anos de congelamento, aplicando o racional encontrado" para os docentes.

Minutos depois, este ponto era eliminado do comunicado. Ao CM, fonte oficial da presidência do Conselho de Ministros referiu que o tema "foi discutido, mas não aprovado". A mesma fonte explicou que "por lapso" foi publicada uma primeira versão do comunicado, redigida antes do fim da reunião, que não correspondia à realidade, porque não houve consenso dentro do Governo.

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Confrontado com a proposta, o líder da Fesap, José Abraão afirmou ao CM estar "surpreendido". "Todo o tempo de serviço tem de ser contabilizado", defendeu, garantindo que a medida "nunca foi colocada em cima da mesa pelo Governo à Fesap".

Mudanças nas carreiras "foram uma surpresa"

As mudanças aprovadas ontem, como a criação da carreira especial de fiscalização, "foram uma surpresa", diz José Abraão (Fesap), para quem as medidas tiveram luz verde "sem que os sindicatos conheçam os textos aprovados".

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Foram ainda definidos os regimes das carreiras especiais de investigação criminal e alterações ao estatuto dos guardas prisionais, equiparando-os à PSP em termos salariais.

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