Guerra no Médio Oriente causa maior crise de sempre no mercado de petróleo

Oferta de petróleo cai oito milhões de barris por dia este mês. Em Portugal, um depósito de 50 litros está 11,75 euros mais caro do que antes da guerra.

13 de março de 2026 às 01:30
Estreito de Ormuz Foto: AP
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A guerra no Médio Oriente já causou a maior interrupção de fornecimento de petróleo da história. A Agência Internacional de Energia calcula que o encerramento do estreito de Ormuz vai provocar um colapso da oferta de petróleo no mundo de oito milhões de barris por dia este mês. Com 98,8 milhões de barris por dia de média em março, a saída de petróleo para o mercado vai cair para o nível que tinha no primeiro trimestre de 2022. Esta queda significaria uma redução de 7,5% em relação à oferta que houve no mês de fevereiro.

Sem um fim à vista para a guerra, o preço do barril de petróleo voltou a ultrapassar os 100 dólares. O Irão já avisou que o barril pode chegar aos 200 dólares e o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ordenou a manutenção do bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural. Isto já depois de a Agência Internacional de Energia ter anunciado a libertação nos mercados de 400 milhões de barris de petróleo, a maior libertação de emergência de sempre.

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Em Portugal, encher um depósito com 50 litros de gasóleo já custa mais 11,75 euros do que antes do início da guerra. Tomando em consideração os valores médios divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, o gasóleo simples aumentou 23,5 cêntimos por litro na bomba desde 27 de fevereiro (véspera dos primeiros ataques). Assim, um depósito de 50 litros passou de 79,95 euros para 91,70 euros. A gasolina simples 95, por sua vez, subiu 9,5 cêntimos por litro, com um depósito de 50 litros a passar de 84,20 euros para 88,95 (mais 4,75 euros).

"Ganhamos muito dinheiro"

“Os EUA são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo, por isso, quando os preços do petróleo sobem, nós ganhamos muito dinheiro”, disse Donald Trump, argumentando que a sua prioridade é “impedir que um império do mal, o Irão, se dote de armas nucleares e destrua o Médio Oriente ou até o mundo inteiro”. 

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Estreito de Ormuz

Os fluxos que passavam por dia em Ormuz (15 milhões de barris de petróleo bruto e cinco milhões de derivados de petróleo) foram reduzidos para menos de 10%.

Desconto nos combustíveis

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O Governo português vai manter o mecanismo de descontos nos combustíveis se os aumentos na próxima semana forem acima de 10 cêntimos, assegurou o ministro da Presidência, Leitão Amaro, após o Conselho de Ministros.

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