Chega vai pedir a marcação de um debate de urgência sobre esta matéria na Assembleia da República, que espera que se realize na próxima semana.
O presidente do Chega, André Ventura, desafiou este sábado o Governo a "devolver aos contribuintes", nas próximas semanas, a receita acrescida de IVA resultante da subida dos preços sobre os combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.
Em conferência de imprensa, na sede do Chega, em Lisboa, André Ventura anunciou que o seu partido vai pedir a marcação de um debate de urgência sobre esta matéria na Assembleia da República, que espera que se realize na próxima semana.
O presidente do Chega considerou insuficiente o desconto extraordinário de 3,55 cêntimos por litro no ISP sobre o gasóleo rodoviário anunciado na sexta-feira pelo Ministério das Finanças e acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de ter feito declarações enganosas sobre um desconto do ISP no último debate quinzenal.
André Ventura pediu que "o Governo não lucre com isto" e propôs que, face a uma continuada subida de preços, se devolva a receita adicional de IVA, "distinguindo entre particulares e empresas, num caso por pagamento direto, noutro através de um vale corporativo ou de um vale empresa, para que as empresas possam receber este valor que foi pago a mais".
Na quarta-feira, durante o debate quinzenal no parlamento, o primeiro-ministro admitiu a possibilidade de, se o preço dos combustíveis subisse mais de 10 cêntimos por litro, "introduzir um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar o adicional da receita do IVA".
"Por esta forma, devolve-se todo esse adicional às portuguesas e aos portugueses e às empresas", acrescentou o chefe do Governo PSD/CDS-PP.
O presidente do Chega referiu que, entretanto, perante "um aumento de 23 cêntimos" no preço do gasóleo rodoviário, "o Governo o que vai fazer é, acima destes 10 cêntimos, dar 3,5 cêntimos".
"Ou seja, mesmo assim será o maior aumento de sempre sobre o bolso dos contribuintes. Sobre a gasolina, nem sequer há desconto nenhum", acrescentou.
André Ventura acusou por isso o primeiro-ministro de ter feito uma intervenção que "foi uma fraude" e "foi mentir aos contribuintes".
O deputado e ex-candidato presidencial comparou o desconto anunciado a "uma migalha" e contestou que o Governo queira ficar com receita que não estava prevista no Orçamento do Estado.
"Desafio o Governo a devolver às empresas e às pessoas todo o IVA que não estava à espera de cobrar, que não queria cobrar, que não fez nada para cobrar, às pessoas. E aí se perceberá se temos um Governo que verdadeiramente está ao lado das pessoas ou se está a querer aproveitar a desgraça para cobrar mais impostos", declarou.
Por outro, o Chega vai propor "o retorno do IVA zero para os bens essenciais, limitado até ao final do ano", antevendo "um aumento brutal dos preços nos bens de primeira necessidade e, provavelmente, a partir do segundo mês, também na habitação e no crédito de habitação".
O presidente do Chega traçou um cenário dramático em que "o aumento brutal" dos preços dos combustíveis, "nunca antes visto", somado aos efeitos do recente "comboio de tempestades", poderá provocar "um conjunto de falências, de desemprego, de inflação e de pressão sobre a habitação".
Segundo André Ventura, a subida de preços "pode ter um impacto absolutamente devastador, superior até à crise do petróleo dos anos 70 e 80", e é preciso "um Governo que haja rápido" e que "faça o que tem de fazer sem contemplações".
Há uma semana, Israel e os Estados Unidos da América lançaram um conjunto de ataques militares contra o Irão e mataram o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, iniciando uma guerra à qual Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O presidente do Chega manifestou-se convicto de que "o regime do Irão mudará nas próximas semanas".
Relativamente aos portugueses que estão sem conseguir regressar do estrangeiro, defendeu que o Estado português deve usar os "meios militares e civis para os ir buscar".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.