Iberdrola contesta judicialmente suspensão de licenças de projetos eólicos 'offshore' nos EUA
Estados Unidos suspenderam em 22 de dezembro a licença de cinco projetos de energia eólica 'offshore' na costa Leste do país, justificando a decisão com riscos para a segurança nacional.
A Iberdrola contestou judicialmente a decisão do governo norte-americano de Donald Trump de suspender cinco licenças de projetos de energia eólica 'offshore' (em alto mar), que afetam um investimento da empresa.
A ação legal foi iniciada pela Vineyard Wind, empresa conjunta da filial da Iberdrola nos EUA (a Avangrid), e o fundo de investimento Copenhagen Infrastructure Partners (CIP), e contesta a decisão que paralizou uma parte das obras do parque eólico Vineyard Wind, segundo um comunicado divulgado hoje.
Os Estados Unidos suspenderam em 22 de dezembro a licença de cinco projetos de energia eólica 'offshore' na costa Leste do país, justificando a decisão com riscos para a segurança nacional.
Os projetos afetados são o Vineyard Wind 1, o parque eólico desenvolvido pela Iberdrola, em Massachusetts, o Revolution Wind e o Sunrise Wind, em Rhode Island, o CVOW, junto a Virgínia, e o Empire Wind 1, em Nova Iorque.
Esta decisão revogou as concessões atribuídas pelo ex-Presidente dos EUA Joe Biden.
Desde janeiro, quando regressou ao poder, Donald Trump tem vindo a criticar a energia eólica, defendendo que prejudica a paisagem e as aves.
Num comunicado divulgado hoje, citado pela agência de notícias EFE, a Vineyard Wind revela que iniciou uma ação legal num tribunal de Massachussetts e que solicitou a adoção de medidas cautelares em relação à decisão do Governo dos EUA.
A empresa considera que a decisão "viola a legislação" e que "provocará um prejuízo imediato e irreparável ao projeto e às comunidades" se não for suspensa com rapidez.
A Vineyard Wind assegura que continua a colaborar com entidades e agências norte-americanas relacionadas com os oceanos e o ambiente, assim como com o autoridades governamentais, para compreender as questões levantadas pela decisão da Administração de Donald Trump.
Fontes da Iberdrola disseram à EFE que o parque da Vineyard Wind já tinha em funcionamento em dezembro 80% das turbinas, que há meses produzem energia que abastecia cerca de 400 mil residências em Massachusetts.
Segundo a empresa, a decisão do Governo norte-americano permite explicitamente que o projeto continue com a atividade dessas turbinas.
Também a multinacional dinamarquesa Ørsted e a norueguesa Equinor contestaram judicialmente a suspensão das licenças e pediram medidas cautelares em relação aos respetivos projetos.
Os tribunais já deram resposta positiva em relação ao pedido de medidas cautelares em dois casos (o parque Revolution Wind, da Ørsted, e o Empire Wind 1, da Equinor), o que, segundo as empresas, lhes permite retomar a construção dos projetos.
A Ørsted espera ainda uma resposta dos tribunais em relação ao projeto Sunrise Wind.
Quanto à empresa Dominion, do projeto CVOW, espera também uma resposta da justiça em relação ao pedido de medidas cautelares.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt