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“Foi pena não ter morrido. Eu metia o gajo no Tejo”: acusação a polícias revela violência descabida e impunidade

Pistolas nas cabeças das vítimas, pancadaria, cabelos cortados. Foi a própria PSP que, ao receber a denúncia de um dos casos, encaminhou o mesmo para o Ministério Público.

17 de janeiro de 2026 às 01:30
“Foi pena não ter morrido. Eu metia o gajo no Tejo”: acusação a polícias revela violência descabida e impunidade

Foi detido no Cais do Sodré, Lisboa, com uma faca de 12 cm de lâmina (menos 2 cm e nem seria crime de arma proibida) e levado para a esquadra do Bairro Alto, onde foi algemado a um banco e acusado por um polícia de o ter chamado “filho da p...”. Como castigo, eram 03h00 do dia 30 de agosto de 2024, o cabo-verdiano foi espancado por um grupo de PSP, dos quais o Ministério Público só identifica, para já, Guilherme Leme - o indiciado por mais crimes dos dois polícias acusados esta semana por agressões, e até violação com bastões, a 13 detidos. Chapadas na cara, murros na cabeça, socos no corpo, no abdómen, pontapés nas pernas e um polícia a apontar-lhe a pistola de serviço à cabeça. De tal forma que a vítima se urinou nas calças; ainda antes de, com a faca apreendida, um dos polícias lhe ter cortado as rastas do cabelo (tratamento que repetiu a uma testemunha de tudo que estava algemada ao lado).

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