Pingo Doce contesta acusação de cartelização de preços

Cadeia de supermercados é uma das visadas pela Autoridade da Concorrência.

22 de março de 2019 às 19:54
pingo doce Foto: Rafaela Cadilhe
pingo doce Foto: Correio da Manhã
pingo doce Foto: Luís Costa

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O Pingo Doce, cadeia de supermercados detida pela Jerónimo Martins, disse esta sexta-feira que "repudia" acusações de "práticas equivalentes a cartel" reveladas pela Autoridade da Concorrência (AdC).

Fonte oficial do Pingo Doce disse à agência Lusa que a empresa iria "analisar" os termos na notificação da AdC e "usar do direito de resposta, a seu tempo".

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"Desde já, queremos salientar que repudiamos a acusação que nos é dirigida, na medida em que trabalhamos diariamente para levar até aos consumidores portugueses as melhores oportunidades de preço e promoções, e os maiores descontos", garante a mesma fonte.

O Pingo Doce considera que "no geral, os consumidores portugueses são muito inteligentes nas suas estratégias de compra, muito sensíveis ao preço e compreendem com muita facilidade as mecânicas promocionais exatamente pelo elevado nível de concorrência que caracteriza o setor do retalho alimentar em Portugal".

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A Concorrência acusou esta sexta-feira o Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan, Intermarché, Lidl e a E. Leclerc de "práticas equivalentes e cartel" com três fornecedores de bebidas.

A Concorrência alega, em comunicado, que os visados encetaram práticas para "alinhamento dos preços de venda ao consumidor, em três processos distintos" que envolvem ainda a Sociedades Central de Cervejas, Super Bock e PrimeDrinks.

O regulador concluiu que, após investigação, "existem indícios de que as cadeias de supermercados Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan e Intermarché utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sociedade Central de Cervejas e Super Bock para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daquelas empresas, como cervejas, águas com sabores, refrigerantes, entre outros, em prejuízo dos consumidores".

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