Preço da fruta dispara 10% e puxa pela inflação
Valor em máximos do ano ao registar em julho uma taxa de variação homóloga de 2,6%, segundo o INE.
A taxa de inflação atingiu em julho 2,6%, confirmou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística, o valor mais elevado desde o início do ano. A contribuir para o agravamento dos preços, estiveram alimentos como a fruta, que registou uma "variação homóloga de 10%, superior em 5,7 pontos percentuais à taxa observada no mês anterior", refere a instituição.
"O índice referente aos produtos alimentares não transformados acelerou pelo sexto mês consecutivo, para 6,1% (4,7% em junho)", destaca o INE, apontando também a contribuição dos Restaurantes e hotéis para a subida da inflação. Em contrapartida, assinala a diminuição da taxa de variação homóloga do Vestuário e calçado, com uma variação de -2,0% (-1,0% no mês anterior).
Preço da fruta dispara 10% e puxa pela inflação
Este agravamento dos preços dos alimentos vai ao encontro do que a Deco Proteste tem constatado, no acompanhamento que faz nas prateleiras dos supermercados. Segundo aquela entidade, entre os produtos que mais aumentaram desde o início do ano ano conta-se a carne de novilho para cozer, que aumentou 97% para 11,49 euros, os ovos que estão mais caros 0,92 euros (81%) e a laranja, cujo quilo se fixa em 1,82 euros, um aumento de 68% desde o início do ano, ou seja, mais 0,74 euros.
Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) em Portugal - valor calculado com vista à comparação com outros países - atingiu uma variação homóloga de 2,4% em julho (2,1% em junho), taxa idêntica à estimada para a área do Euro, segundo o INE.
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