Ricardo Salgado rejeita culpas nas contas do Novo Banco

Instituição teve mais de 980 milhões de prejuízo em 2015.

25 de fevereiro de 2016 às 14:29
Foto: Lusa
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O ex-presidente executivo do BES Ricardo Salgado rejeita responsabilidades nas contas do Novo Banco de 2015, que resultaram num prejuízo de 980,6 milhões de euros e cujas perdas foram justificadas pela equipa de Stock da Cunha com a "herança" deixada pela anterior administração.

 

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A defesa do ex-banqueiro sublinha que, passado ano e meio desde a saída do banco,  "Ricardo Salgado não pode ser responsabilizado pela gestão do Novo Banco e muito menos pelas consequências da decisão de resolução, que sempre denunciou como um erro".

Num comunicado com duras críticas ao regulador, os advogados de Ricardo Salgado frisam que "em 30 de junho de 2014, antes da resolução, o BES constituiu provisões, sem contar com as associadas aos "eventos tóxicos ou extraordinários", superiores em quase 20% às provisões que o Novo Banco registou no final de 2015". E recorda que essas provisões "foram impostas pelo Banco de Portugal e certificadas pela [auditora] KPMG".

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A defesa de Ricardo Salgado lembra também que a gestão do ex-banqueiro foi vigiada de perto "pelo Banco de Portugal, que manteve uma inspeção intrusiva no BES com a presença permanente de vários elementos e que, em larga medida, geriu o BES a partir do início de 2014".

 

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Retomando o tom de crítica ao governador Carlos Costa, que já no passado tem sido alvo de críticas do ex-banqueiro, a defesa de Ricardo Salgado deixa o desafio: "É tempo de o senhor Governador do Banco de Portugal assumir a responsabilidade pelos seu atos."

Equipa de Stock da Cunha justifica prejuízos

Os prejuízos do Novo Banco foram justificados pela actual administração com o facto de o banco ter sido forçado a registar imparidades nas contas que ascenderam a 1057,9 milhões de euros. Destas, 592,3 milhões de euros estão relacionados, de acordo com a equipa de Stock da Cunha, com "as 50 maiores exposições de risco que já existiam à data da resolução". "São quase 600 milhões de euros que atribuímos ao legado e que gostaríamos de não ter herdado".

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