Taxa de juro da casa desceu em fevereiro

Valor regista a primeira queda desde setembro de 2017. Prestação está nos 239 euros mensais.

20 de março de 2018 às 15:07
Contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses obrigam a um encargo médio mensal de 319 euros Foto: Direitos Reservados
habitação, mínimos, juros, economia, bancos, casa Foto: Ricardo Reis
Habitação em Lisboa Foto: Pedro Catarino

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Comprar casa está, ligeiramente, mais apetecível: quem já tinha crédito à habitação está a poupar ainda mais com a descida dos juros, mas nos contratos mais recentes a taxa tem vindo a subir. A taxa de juro implícita no total dos créditos à habitação – construção, aquisição e obras de recuperação – desceu pela primeira vez em cinco meses, recuando para 1,023% em fevereiro, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números mostram que o valor médio da prestação vencida desceu 1 euro em janeiro. A taxa de juro que serve de base ao crédito à habitação desceu 0,1 pontos nesse mês.

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À conta dessa descida, a prestação média caiu para os 239 euros/mês e o capital médio em dívida para 51 726 €: são menos um e dois euros, respetivamente. Olhando especificamente para a aquisição de habitação, "o [indicador] mais relevante no conjunto do crédito à habitação", a taxa estabilizou nos 1,045%.

Em contraciclo, a taxa de juro dos contratos celebrados nos últimos três meses subiu para 1,602% face aos 1,595% verificados em janeiro, traduzindo uma subida de 0,7 pontos-base. O valor da prestação para estes novos contratos subiu 12 euros, o que resulta num encargo mensal médio de 319 euros.

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Cada português com contrato recente deve, em média, 94 782 nos financiamentos para habitação própria, conclui o INE.

Centro de Lisboa dispara em dez anos 

Em dez anos, o preço das casas vendidas no centro histórico de Lisboa cresceu 67%, segundo dados do ‘Confidencial Imobiliário’ ontem revelados. Ainda assim, o ritmo do aumento de preços dos imóveis no centro histórico da capital desacelerou para 5,9% no segundo semestre de 2017.

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E, apesar dessa ligeira desaceleração nos últimos cinco semestres, as freguesias da Misericórdia, Santa Maria Maior e São Vicente atingiram "um novo máximo" no preço dos imóveis de 4472 euros por metro quadrado.

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