Von der Leyen admite tetos ao preço do gás, mas recusa aumentar importações da Rússia
Presidente da Comissão Europeia salienta que o aumento do preço da energia já está a custar três mil milhões de euros aos contribuintes.
A presidente da Comissão Europeia admitiu, esta quarta-feira, impor tetos ao preço do gás, salientando que o aumento do preço da energia já está a custar três mil milhões de euros aos contribuintes, mas recusou aumentar as importações da Rússia.
"Desde o início do conflito [no Irão] os preços do gás aumentaram 50% e os do petróleo 27%. Traduzindo isso em euros, 10 dias de guerras já custaram aos contribuintes europeus mais três mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis. Esse é o preço da nossa dependência", afirmou, intervindo na sessão plenária do Parlamento Europeu, antes de deixar um aviso.
"Na atual crise, alguns defendem que devemos abandonar a nossa estratégia de longo prazo e inclusive regressar aos combustíveis fósseis russos. Isso seria um erro estratégico, tornar-nos-ia mais dependentes, mais vulneráveis e mais fracos", disse, numa alusão ao primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que escreveu esta semana uma carta à Comissão Europeia a pedir o levantamento das sanções da União Europeia (UE) às importações de petróleo russo.
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