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Correio da Manhã

Economia
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19 milhões de euros para mudar ‘casas’ na Força Aérea

Libertação de espaço aéreo na Grande Lisboa obriga a deslocações para a Base de Beja.
Raquel Oliveira 13 de Junho de 2019 às 09:18
Aviões militares terão de ser deslocados da Base Aérea do Montijo para a instalação do novo aeroporto civil
Base aérea do Montijo
Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide
Aviões militares terão de ser deslocados da Base Aérea do Montijo para a instalação do novo aeroporto civil
Base aérea do Montijo
Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide
Aviões militares terão de ser deslocados da Base Aérea do Montijo para a instalação do novo aeroporto civil
Base aérea do Montijo
Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide
A construção do novo aeroporto na Base Aérea do Montijo vai obrigar a transferir diversas esquadras de voo e de treino operacional de quatro áreas militares na região de Lisboa.

Para isso, a Força Aérea vai contar com uma verba de quase 19 milhões de euros até 2024, de acordo com a resolução de conselho de ministros publicada esta quarta-feira em Diário da República.

A reorganização do espaço aéreo na área de Lisboa vai obrigar a alterações em Alverca, Sintra, Campo de Tiro de Alcochete e Montijo. Entre as mudanças prioritárias, contam-se a transferência de duas esquadras de voo de Sintra para a Base Aérea de Beja, que também terá de se adaptar para receber os novos residentes, ainda que temporariamente.

Por sua vez, a ampliação do Aeroporto Humberto Delgado vai abranger o aeródromo de Figo Maduro.

Trata-se, segundo o documento publicado ontem, de "avançar com decisões intercalares que concorrem, integram e criam sinergias para a implementação de uma solução global do dispositivo da Força Aérea".

Recorde-se que o contrato de concessão entre o Estado e a ANA – que gere os principais aeroportos nacionais – prevê que a empresa entregue cerca de 100 milhões de euros "para custear as medidas de ajustamento do dispositivo militar".

O Governo estabeleceu um prazo até dia 27 de outubro para que as autoridades de Aeronáutica e de Aviação Civil, a Força Aérea e Navegação Aérea de Portugal apresentem um projeto integrado que concilie a utilização militar e civil do espaço aéreo. O objetivo é o aumento gradual da capacidade para até 72 movimentos por hora.

A capacidade aeroportuária da capital já deverá estar aumentada no próximo verão IATA, ou seja, março de 2020, garantindo a resposta necessária. A procura em Lisboa passou, em cinco anos, de 16 milhões para 29 milhões de passageiros.

ANA vai responder a mais questões ambientais
A ANA deverá responder, até ao início do próximo mês, aos pedidos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de informações adicionais, complementares ao Estudo de Impacte Ambiental do novo aeroporto do Montijo.

O projeto está dependente da luz verde da APA. O Estado renegociou o contrato de concessão com a ANA, no início deste ano, com vista a aumentar a capacidade de Lisboa.
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