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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

671 portugueses tinham 369 milhões na Suíça

Ricos depositaram o dinheiro no BPES, instituição do GES vocacionada para a gestão de fortunas, que o aplicou em títulos de dívida do GES.

20 de julho de 2020 às 01:30

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Domingos Névoa era cliente do BPES, na Suíça, desde 1994
Domingos Névoa era cliente do BPES, na Suíça, desde 1994 Sérgio Lemos
A FINMA faz a supervisão dos mercados financeiros na Suíça
A FINMA faz a supervisão dos mercados financeiros na Suíça Reuters
José Manuel Espírito Santo e Ricardo Salgado eram administradores do BPES, sendo o primeiro presidente dessa instituição financeira
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Um universo de 671 portugueses ricos tinham no Banque Privée Espírito Santo (BPES), na Suíça, mais de 369 milhões de euros, no final de junho de 2014. Grande parte do dinheiro destes particulares foi aplicado pelo BPES em dívida da Espírito Santo International (ESI), empresa do Grupo Espírito Santo (GES). Com o colapso da ESI, os clientes particulares e institucionais do BPES (ver Caixa) perderam mais de 390 milhões de euros. Ricardo Salgado e José Manuel Espírito Santo, ex-administradores do BPES, terão sido, segundo a acusação do Ministério Público (MP) no caso GES, os principais responsáveis pelos prejuízos desses clientes.

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