page view

Abel Pinheiro fez ligação a Governo

Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS-PP, garantiu ontem no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, que serviu apenas de intermediário no caso Portucale. Em declarações ao CM explicou que Luís Horta e Costa, administrador do GES, pediu-lhe para falar com José Manuel de Sousa, da ESPAR (subholding do GES), e que este lhe falou do problema do despacho que aguardava aprovação há 14 anos. <br/>

16 de setembro de 2009 às 00:30

"Atendi a um pedido para fazer um contacto", disse, sublinhando que depois José Manuel de Sousa terá tido uma reunião com Luís Nobre Gudes, na altura ministro do Ambiente. Abel Pinheiro diz que não havia nada de ilegal e que a sua intervenção foi "normalíssima".

Contactado pelo CM, Nobre Guedes sublinhou que o despacho não era seu e que quem pediu a reunião com José Manuel de Sousa foi ele. "Fui eu que pedi para falar com José Manuel de Sousa. Falei com Abel Pinheiro porque sabia que o conhecia bem. Quis falar com ele por que era necessário homologar um parecer do Procurador-geral da República (PGR), na altura Souto Moura, sobre o Meco", disse, argumentando que a seguir falaram sobre o despacho dos sobreiros.

"Disse-lhe apenas que quando chegasse ao meu gabinete seria apreciado e foi. Mandei-o para trás porque não concordava com ele e pedi pareceres ao ICN e ao CCR", referiu, afirmando que só depois assinou o despacho que era do Ministério da Agricultura. "Foi lá que começou o processo e é lá que termina. Não é o Ministério do Ambiente que atribui licenças para cortar sobreiros", sustentou.

Nobre Guedes revelou ainda que voltava a assinar o despacho, mas que quando passou a pasta do Ministério do Ambiente a Nunes Correia (do Governo de Sócrates) o alertou para o assunto. "Disse-lhe que assinei porque entendi que era de interesse para Benavente, mas que a decisão era sua e que, se entendesse revogá-lo, percebia porque era uma decisão política".

PORMENORES

CALVÁRIO DEMARCA-SE

Carlos Calvário, um dos arguidos no processo Portucale, disse ontem que nem "directa ou indirectamente" teve noção do que estava a ser preparado para viabilizar o projecto.

SOBREIROS EM CAUSA

O despacho de autorização do projecto foi assinado dias antes das eleições legislativas de 2005.

DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Neste caso, a PJ investigou o depósito de mais de um milhão de euros na conta do CDS-PP no BES, no final de 2004.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8