Responsável disse acreditar que o próximo capítulo da história da companhia aérea portuguesa "deve ser escrito enquanto parte do Grupo Air France-KLM, partindo deste legado e elevando a TAP a um novo patamar".
A Air France-KLM apresenta esta quinta-feira uma oferta não vinculativa para comprar uma participação minoritária na TAP Air Portugal, anunciou o grupo.
"Reconhecemos o valor que a TAP construiu ao longo dos últimos 81 anos: um hub sólido em Lisboa, uma marca forte e uma oferta única com milhares de portos, proporcionando conectividade de alta qualidade", afirmou o presidente executivo do grupo Air France-KLM, Benjamin Smithm, citado no comunicado esta quinta-feira divulgado.
Na nota, o grupo informa que a proposta não vinculativa foi esta quinta-feira submetida à Parpública.
Citado no comunicado, Benjamin Smithm disse acreditar que o próximo capítulo da história da companhia aérea portuguesa "deve ser escrito enquanto parte do Grupo Air France-KLM, partindo deste legado e elevando a TAP a um novo patamar".
"A TAP encaixa totalmente na estratégia multi-hub da Air France-KLM, e o nosso objetivo é reforçar as operações em Lisboa, ao mesmo tempo que desenvolvemos a conectividade noutras cidades do país, incluindo o Porto. Aguardamos com expectativa as próximas etapas deste processo de privatização", acrescentou.
O prazo para a entrega de propostas para a privatização da TAP termina esta quinta-feira e três grupos de aviação já tinham manifestado interesse: a Lufthansa, a IAG, dona da Iberia e British Airways, e a Air France-KLM.
Em meados de fevereiro, a Air France-KLM já tinha revelado que estava a trabalhar numa oferta não vinculativa para a privatização da TAP.
A Lufthansa garantiu que não vai desistir da TAP e confirmou que entregará uma proposta não vinculativa, defendendo que é o parceiro com maior capacidade para desenvolver a companhia aérea portuguesa, disse na altura o responsável de estratégia do grupo, Tamur Goudarzi Pour.
Após notícias avançadas pela Bloomberg darem conta de que a IAG poderia não avançar com uma proposta, fonte oficial da dona da Iberia e da British Airways indicou apenas que, de acordo com o processo, tem esta quinta-feira para tomar uma decisão.
No comunicado esta quinta-feira divulgado, o grupo Air France-KLM indica que, graças à sua posição geográfica ideal, Lisboa "tornar-se-ia o hub único do Grupo no Sul da Europa", oferecendo uma "vasta conectividade", nomeadamente para as Américas - incluindo o Brasil, um mercado que considera fundamental tanto para a TAP como para a Air France-KLM - e para África.
"A TAP beneficiaria da integração numa organização comercial de âmbito mundial, que abrange a Air France, a KLM e a Transavia, bem como de uma estreita colaboração com a Delta Air Lines e a Virgin Atlantic, parceiras da Air France-KLM na Joint Venture transatlântica", recorda o grupo, considerando que isto ajudaria a companhia aérea portuguesa a concretizar a sua visão de "abraçar o mundo".
Uma vez que a TAP e a Air France-KLM operam redes muito complementares, "Portugal, como um todo, beneficiaria de um aumento da conectividade aérea", sublinha a nota, na qual o grupo refere que quer permitir que a TAP se mantenha "fiel à sua herança portuguesa".
O grupo considera ainda que a TAP beneficiaria de "uma integração suave num grupo de maior dimensão, robusto, com economias de escala e um alcance global, reforçando a sua competitividade".
Esta cooperação, insiste, "estender-se-ia a todas as áreas de negócio e incluiria um foco na descarbonização --- uma prioridade estratégica fundamental para a Air France-KLM".
O Governo anunciou em 19 de dezembro ter concluído a fase de pré-qualificação da privatização da TAP e mandatou a Parpública para enviar, a partir de 02 de janeiro, os convites para a apresentação de propostas não vinculativas, cujo prazo termina esta quinta-feira.
O caderno de encargos prevê a alienação de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, ficando qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador.
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