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Bolsas europeias em forte baixa arrastadas pelo agravamento do conflito no Irão

Cerca das 08h35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 1,68% para 563,64 pontos.

23 de março de 2026 às 09:09

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, perante a nova ameaça do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irão de destruir as centrais de energia se não abrir o estreito de Ormuz.

Cerca das 08h35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 1,68% para 563,64 pontos.

Com o euro a depreciar-se 0,27% para 1,1537 dólares, a bolsa que mais cedia era a de Madrid, 2,18%, seguida das de Milão e Frankfurt, que caíam 1,97% e 1,94%, enquanto as de Paris e Londres recuavam 1,43% e 1,35%.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e o principal índice, o PSI, também descia, 1,55% para 8.620,68 pontos.

O índice Euro Stoxx600 descia 1,68% para 563,64 pontos.

Arrastadas pelo conflito no Oriente Médio, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje com uma queda de 3,48%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, desceu 6,49%, o da bolsa de Xangai caiu 3,63% e o da de Shenzhen perdeu 3,76%.

O Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, recuava 3,42% quando faltava pouco para o encerramento da sessão.

Os futuros dos índices norte-americanos apontam para quedas de 0,90% para o Nasdaq e de 0,61% para o Dow Jones, depois de os mesmos terem terminado na sexta-feira a cair 2,01% e 0,96%, respetivamente.

A tensão nos mercados aumenta depois de neste fim de semana Trump ter dado um prazo de 48 horas ao Irão, que termina hoje à noite, para abrir o estreito de Ormuz ou sofrer a destruição das suas centrais de geração de energia.

Teerão respondeu com virulência à ameaça, ao afirmar que fechará completamente o estreito e atacar as instalações energéticas dos vizinhos árabes.

Entretanto, os investidores reviram em alta as expectativas de inflação, como consequência do forte aumento dos preços da energia devido à escalada do conflito, depois dos comentários generalizados dos bancos centrais na semana passada, a modificar drasticamente o cenário que contemplavam para as taxas de juro.

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, sobe a esta hora para 113,24 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, sobe para 100,19 dólares.

O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, também se valoriza para 61,800 euros por megawatt-hora (MWh), contra 59,25 euros na sexta-feira.

Os metais preciosos registavam descidas de 6% do ouro e de 4,30% da prata.

O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a baixar, com a onça a ser negociada a 4.218,77 dólares, depois de um novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.

A onça da prata também estava a desvalorizar-se, para 65,02 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.

Na agenda macroeconómica deste dia destaca-se a publicação pela Comissão Europeia (CE) da leitura preliminar de março do índice de confiança dos consumidores da zona euro, enquanto nos EUA, não está prevista a divulgação de dados relevantes para os mercados.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha disparavam para 3,057%, contra 3,041% na sexta-feira.

Quanto às criptomoedas, a bitcoin subia 0,39% para 68.441,6 dólares.

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